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30/04

Por: Pedro Tourinho

Na: Segunda-feira

Vida sem carro

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Desisti de dirigir em São Paulo. Se a pergunta seguinte seria “como viver numa das maiores metrópoles do mundo sem carro?” eu inverto a lógica e pergunto: como viver numa das maiores metrópoles do mundo com um carro?


Trânsito caótico, violência urbana e uma indústria das multas que parece partir do pressuposto que o trânsito mais bagunçado do planeta funciona com a precisão de uma máquina. E além de tudo, dirigir nunca foi meu forte.


Ou seja, decisão tomada. Opt-out do trânsito de São Paulo.


E agora? Como proceder?


No início não é fácil, mas a internet móvel e os aplicativos para smartphones acabam por nos dar uma forcinha.


Por exemplo, o Google Maps. Além de indicar todos os caminhos e endereços, há alguns meses começou também a dar todas informações sobre as rotas de ônibus e demais transportes públicos de São Paulo. Transporte público em São Paulo não é dos piores do Brasil, não dá conta, mas não deixa de ser uma opção.


Táxi. São Paulo tem menos táxis do que precisa, mas ainda sim tem uma rede boa de cooperativas e muitos pontos de táxis com telefone espalhados pela cidade. Descobri recentemente um aplicativo que te dá opções de táxis e cooperativas baseados na sua localização.


E para aqueles momentos em que realmente um carro é insubstituível, descobri que no Brasil tem uma empresa de carros compartilhados chamada Zazcar, que é a nossa ZipCar, que existe em todos os Estados Unidos e Europa. Com este serviço, você paga um plano mensal de horas de utilização de carros, recebe um cartão de acesso em casa e pode usar qualquer um dos veículos espalhados em estacionamentos pela cidade. A reserva dos carros é toda feita pela web.


Pois é, no final, tomar a decisão de viver sem carro foi mais difícil do que viver sem carro de fato. rs


Se mais pessoas abrirem mão de ter um carro só para elas, buscarem soluções inteligentes para o trânsito e contarem com a ajuda da tecnologia, nossa rotina nas grandes cidades vai ficar muito mais inspiradora. É o mundo digital facilitando e transformando nossa vida real.


Boa semana todos!


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03/11

Por: Editor Brastemp

Na: Quinta-feira

Mostra de SP: Inspiração cinematográfica!

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Após duas semanas e 250 filmes, termina nesta quinta-feira (3/11) a 35a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, sobre a qual já falamos aqui. Desde sua criação, em 1977, a Mostra trouxe uma infinidade de filmes de todos os gêneros e países à São Paulo, e gerou um número incontável de inspiração para os cinéfilos. E tudo se deve ao grande homenageado desta edição da Mostra, seu idealizador, fundador e diretor, o crítico e cineasta Leon Cakoff, que morreu no último dia 16 de outubro, vítima de câncer. Em um artigo na revista Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, ele falou sobre sua luta contra a doença. O nome do crítico foi aplaudido de pé em homenagem póstuma na sessão de abertura da Mostra.


A história de vida de Cakoff, de sua paixão pelo cinema e sua dedicação à Mostra é muito inspiradora. Nascido Leon Chadarevian na cidade síria de Alepo em 1948, veio para São Paulo com a família aos oito anos. Estudou sociologia e adotou o sobrenome Cakoff por problemas com o Regime Militar. Começou a escrever sobre Cinema em 1969 nos jornais do grupo Diários Associados.


Em 1974 passou a trabalhar no Masp (Museu de Arte de São Paulo), organizando mostras e ciclos de filmes de arte. Três anos depois, após participar do Festival de Cannes, trouxe na bagagem a ideia de fazer algo semelhante no Brasil. A primeira Mostra de São Paulo, comemorando os 30 anos do museu, apresentou 16 longas-metragens e sete curtas brasileiros e internacionais, entre eles o controverso Lúcio Flávio, Passageiro da Agonia, de Hector Babenco.


Desde a primeira edição, o evento tem uma votação do público para escolher os melhores filmes. Em 1977, um artigo do Jornal do Brasil afirmou que “a Mostra é o único lugar onde se pode votar no país”. Nestes primeiros anos, Leon brigou arduamente com a censura do governo militar, trazendo filmes considerados subversivos e de países socialistas, como União Soviética, Cuba e China, que antes eram inacessíveis ao público brasileiro. Os rolos destes filmes tinham que entrar no Brasil em malas diplomáticas de embaixadas e consulados.


Desde então a Mostra se consolidou no calendário cultural paulistano. Pelas 35 edições passaram cineastas renomados como Quentin Tarantino, que ainda desconhecido apresentou seu filme de estreia Cães de Aluguel em 1992, o espanhol Pedro Almodóvar, o israelense Amos Gittai, o sérvio Emir Kusturica e o iraniano Abbas Kiarostami, que foi tema dos documentários curta-metragem Volte Sempre, Abbas, e Esperando Abbas, dirigidos por Cakoff. O intercâmbio cultural é talvez o maior legado do criador da Mostra, como disse o cineasta iraniano ao saber da morte do amigo: “Atravessam-se continentes e oceanos para perceber que estranhamente, nas profundezas do planeta, um amigo que pertence a uma cultura radicalmente diferente da nossa fala muito mais à vontade a nossa ‘língua’ e a nossa ‘linguagem’ que nossos próprios compatriotas. Na casa do Leon, (…) surpreendo-me de encontrar as paisagens tão familiares de meu próprio país”


Cineastas como Tata Amaral e Walter Salles falaram sobre o legado de Cakoff. A Mostra também produziu Obrigado Cakoff, um vídeo de 7 minutos para agradecer seu criador.



Mas a melhor homenagem a este apaixonado pela Sétima Arte é aproveitar neste fim de semana as sessões extras da Mostra, uma retrospectiva com os grandes destaques da 35a Mostra de São Paulo, curtindo filmes inspiradores no escurinho do cinema. Confira a programação no site.


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27/10

Por: Editor Brastemp

Na: Quinta-feira

Noites de Inspiração

PechaKucha Night, o nome é estranho, mas a ideia é simples. Funciona assim: mentes criativas se reúnem de modo descontraído em algum local pré-determinado e compartilham suas inspirações através de apresentações curtas, de no máximo sete minutos. Essas apresentações consistem de 20 slides projetados no telão, que são trocados a cada 20 segundos, então o apresentador tem que ser ágil! Isso cria uma dinâmica maior entre quem está apresentando e os espectadores, e neste ambiente informal a distância entre eles desaparece. O formato de palestras curtas e inspiradoras é parecido com a do TED, que o Pedro Tourinho já mostrou aqui, mas enquanto o TED é “de cima para baixo”, os criadores do PechaKucha dizem que ele é “de baixo para cima” Deu para entender?


Fonte


A PechaKucha Night (pronuncia-se Pe-chak-cha) foi criada pelos arquitetos Astrid Klein e Mark Dytham, que realizaram o primeiro evento em sua galeria em Tóquio, em 2003. A informalidade e dinamismo dos eventos logo fizeram sucesso e se espalharam pelo mundo. E São Paulo recebe neste sábado, 29 de outubro, na Unidade Lapa Scipião do Senac (Rua Scipião, 67), a partir das 15h30, a nona edição do PechaKucha Night na capital paulista. O tema dessa edição é “geeks e suas manias”, e entre os palestrantes está Bia Granja, editora-chefe do site YouPix, Thiago Borbolla, do site Judão, Celso Longo, do Imageria Estúdio, e os sócios da agência Monkey Business, entre outros. A entrada é gratuita e a inspiração é garantida!


Para ter uma ideia de como é uma PechaKucha Night, veja como foi a última edição paulistana, Inspire Japan, que homenageou o Japão após o terremoto e tsunami de março deste ano.



E inspire-se com duas das palestras mais legais selecionadas pelo Twitter do PechaKucha São Paulo! A primeira é do pessoal do site Le Jeans, e a segunda, do designer Daniel Semanas.




Serviço


PechaKucha Night São Paulo Vol. 9


Quando: sábado, 29 de outubro, às 15h30


Onde: Senac Lapa Scipião (Rua Scipião, 67 – Lapa – São Paulo)


Telefone: (11) 3475- 2200


Entrada Franca


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20/10

Por: Editor Brastemp

Na: Quinta-feira

Mostra de SP: Inspiração cinematográfica!

Cartaz da Mostra, feito por Maurício de Sousa (Fonte)


Para quem gosta de cinema, as próximas duas semanas serão as melhores do ano em São Paulo. Porque entre esta sexta-feira, 21 de outubro, e 3 de novembro, acontece na capital paulista a 35a edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Neste ano são 250 títulos de diversos países e gêneros, que serão exibidos em 22 salas, entre cinemas, museus e centros culturais por toda a cidade. Tem filme pra todos os gostos, inclusive em sessões gratuitas. Para não se perder, é indispensável visitar o site da Mostra. As sessões custam normalmente R$ 14, mas fique esperto que há sessões gratuitas! E os mais cinéfilos podem comprar as permanentes, que dão direito a assistir todos os filmes que você quiser, por R$ 390. Os ingressos podem ser comprados pelo site ou nas bilheterias, e as integrais e pacotes de 20 ou 40 ingressos estão à venda na Central da Mostra, que fica no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.


Os destaques deste ano são as estreias de filmes premiados internacionalmente, como Era Uma Vez na Anatólia, de Nuri Bilge Ceylan, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes deste ano, Habemus Papam, do italiano Nanni Moretti, O Futuro, de Miranda July, e o documentário 3D Caverna dos Sonhos Perdidos, de Werner Herzog. Entre os brasileiros, se destacam os documentários Canções, de Eduardo Coutinho, e Marighella, de Isa Grinspun Ferraz, além da ficção O Palhaço, de Selton Mello.


A Mostra terá ainda homenagens a Martin Scorcese, com a exibição de uma versão restaurada do seu clássico Taxi Driver, e o documentário Uma Carta Para Elia, sobre o diretor Elia Kazan, que também terá uma retrospectiva, com títulos como Uma Rua Chamada Pecado e Sindicato de Ladrões.  Os cineastas soviéticos Sergei Paradjanov e Aleksei German são outros que terão suas obras revisitadas. Entre os clássicos restaurados, além de Taxi Driver, serão exibidos Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e o pioneiro da ficção científica Da Terra à Lua, de Georges Meliès, feito em 1902 e com nova trilha composta pela dupla francesa Air. Falando em trilhas sonoras, o mestre da música no cinema Nino Rota também será homenageado, com títulos como A Doce Vida, de Federico Fellini.


Ufa, é muita coisa boa, né? E o grande homenageado desta  Mostra não será um grande diretor internacional, mas um apaixonado pelo Cinema que foi o grande responsável pela consolidação deste evento em São Paulo. Semana que vem falaremos quem ele é e contaremos sua inpiradora história de vida. Enquanto isso, inspire-se com a riqueza do Cinema na 35a Mostra de São Paulo!


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13/06

Por: Pedro Tourinho

Na: Segunda-feira

Como está o tempo aí?


Frio em São Paulo.


Por aqui, seja no inverno, seja no verão, é muito comum acordar com um clima e passar o dia com outro totalmente diferente. Ainda mais no meu caso, pois tenho certeza que meu apartamento é mais frio que o resto de São Paulo.


Aliás, se tem uma coisa que não mudou muito nos últimos anos, foi a não-exatidão das previsões meteorológicas. Pelo menos do lado de cá, de quem consulta, a gente sempre tem a impressão de que há mais erros do que acertos.


Portanto, em tempos de alterações climáticas, gostaria de indicar um aplicativo bem legal nesta área. O Weddar, o primeiro serviço de previsões meteorológicas alimentado por pessoas.


Sim, neste app, que funciona quase como uma rede social, as pessoas postam informações sobre o tempo e se estão sentindo frio ou calor onde elas estão naquele exato momento. Não necessariamente a temperatura exata, ou o percentual de umidade, mas simplesmente se está chovendo muito ou pouco, se estão sentindo frio ou calor, de um jeito bem menos técnico e mais coloquial.


Assim você pode perguntar como está o tempo na cidade para onde está indo, ou compartilhar com sua turma de amigos como está o clima na fazenda antes de partir para o feriado.


Muito mais do que nos inspirar em como ferramentas digitais podem melhorar nossa vida, temos que nos inspirar nas possibilidades que essas ferramentas nos dão de melhorar nossa vida nos conectando com pessoas que dividem o mesmo interesse, mesmo que esse interesse seja… falar sobre o tempo.


Afinal, acima de qualquer previsão, nada substitui a pergunta: como está o tempo aí?


Até semana que vem!


@PedroTourinho


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08/02

Por: Arthur Casas

Na: Terça-feira

Mostra SP de Fotografia

Está acontecendo na Vila Madalena, o bairro mais descolado de São Paulo, a Mostra SP de Fotografia. Iniciativa do fotógrafo e jornalista Fernando Costa Netto, está em sua segunda edição e conta com a curadoria de Bob Wolfenson e Armando Prado.



coletivo Lost Art


A seleção de fotos nos traz diferentes olhares de 31 fotógrafos de variadas gerações, que de alguma maneira tem ligação com nossa querida metrópole, pois vivem, ou viveram, por aqui. São Paulo foi o pano de fundo para profissionais de diversos segmentos, como por exemplo, arquitetura e moda, desenvolverem diferentes temas e técnicas.



foto: Pietro Ghiurghi


As fotos estão expostas em diversos espaços bacanas, como a loja da estilista Fernanda Yamamoto e o Restaurante Santa Gula, convidando o visitante a dar uma volta pelo bairro. A Galeria Ímpar expõe imagens de fotógrafos de fora de São Paulo que atuam na cidade com a curadoria de Alexandre Belém. O Espaço Soma recebe o trabalho dos coletivos Garapa, Galeria Experiência, Lost Art, NaLata e SX 70 e da exposição de Ivan Shupikov.



coletivo Lost Art


Vale à pena visitar!


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