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02/03

Por: Editor Brastemp

Na: Sexta-feira

Uma despedida cheia de inspiração

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Em breve entraremos em uma nova fase do nosso blog que é assiiim… uma Brastemp! Agora teremos que nos despedir, já com saudades, de nossos colaboradores mensais Rosana Hermann, Arthur Casas, Sarah Oliveira e Henrique Fogaça, que nos acompanham desde o início dessa jornada, em agosto de 2010.


Não podíamos deixar essa despedida passar em branco! Afinal, esse dreamteam nos trouxe tanta inspiração nestes 18 meses que temos que retribuir de alguma forma. Então vamos relembrar alguns dos seus posts mais bacanas e que geraram mais repercurssão.


A Rosana Hermann dispensa apresentações! Seus textos super poéticos e sempre com reflexões criativas e peculiares sobre nosso mundo hiper conectado sempre estiveram entre os mais lidos e “curtidos” do nosso blog. Ela também é fascinada pelo cérebro humano e suas capacidades, e dois de seus textos mais repercutidos falam sobre isso: Teste seu cérebro e Meditar é Preciso. O post Egolatria Vicia, uma crítica ao culto ao ego na nossa época, também foi muito curtido e comentado, assim como a inspiradora fábula que reflete sobre a Verdade.


Arthur Casas não é considerado um dos melhores arquitetos do Brasil à toa. Sua visão sobre a arquitetura é impregnada de inspiração e ele sempre busca soluções para melhorar nossa qualidade de vida em casa e na cidade.


Suas ideias sobre a revitalização de espaços urbanos, como a Nova Luz, em São Paulo e a zona portuária do Rio de Janeiro também despertaram o interesse dos leitores. Suas soluções para casas pequenas, e como integrar a cozinha à sala inspiraram muita gente. Mas os posts mais curtidos do Arthur foram sobre o vídeo-arte Fluid Network e o interessante poste de luz ecológio BioLamp.


Sarah Oliveira nos brindou com suas dicas imperdíveis de shows, discos, filmes, peças, espetáculos e arte em geral. Ela falou, por exemplo, sobre o filme Melancolia, de Lars von Trier e sobre o renascimento dos videoclipes. Mas seus posts mais curtidos são bem pessoais e refletem sua luta contra o preconceito: Amigas mulheres: eu tenho, que refuta a noção de que as mulheres não têm amizade sincera umas pelas outras, e “O mundo está de cabeça pra baixo e ninguém reparou”, que critica a homofobia e passa uma mensagem de tolerância e respeito.


Por fim, o chef Henrique Fogaça nos inspirou com seu olhar fora do óbvio sobre a gastronomia.  Ele prega a diversidade, simplicidade e o aspecto lúdico na nossa relação com a comida. Viajou para Nova York e se surpreendeu com a diversidade simples da comida nova-iorquina, homenageou seus funcionários e louvou seu trabalho e falou sobre a relação das crianças com a comida. Até lembrou a visita do seu ídolo Marky Ramone, baterista dos Ramones, ao seu restaurante!  Mas o seu post mais curtido, comentado e repercutido disparado, e aliás o mais curtido de todos os posts do nosso blog, foi o emocionante relato da aula que ele deu para crianças com síndrome de Down, os Chefs especiais.


A melhor forma de homenagear e agradecer aos nossos colaboradores é relembrar as inspirações que eles compartilharam conosco. Releia estes posts e nos conte qual é o seu favorito! E à Rosana, ao Arthur, à Sarah e ao Henrique, deixamos nossos votos de muito sucesso e inspirações em seus caminhos futuros. A Brastemp agradece a todos e tem certeza que esses textos inspiradores fizeram diferença na vida dos leitores do blog. Muito obrigado!


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10/02

Por: Rosana Hermann

Na: Sexta-feira

Faça alguma coisa que você nunca fez antes


Há alguns meses, durante uma aula, comentei com meus alunos sobre um blog chamado “365 nuncas”, da Steffania Paola e da Elisa Mendes, cuja proposta é a de passar um ano realizando coisas nunca antes feitas, das mais banais às mais extraordinárias, todo dia.


Eu precisava de um exemplo para mostrar que é possível fazer um roteiro interessante a partir de qualquer gesto banal. Bastaria, por exemplo, mostrar alguém fazendo alguma coisa pela primeira vez na vida.


Nenhum aluno na sala conhecia a proposta e ficaram maravilhados com a ideia, com o blog, com tudo. E, no processo de criação, surgiu a pergunta óbvia: o que cada um na sala nunca tinha feito e que era considerado comum ou trivial para todos?


As respostas pululavam. Meninas que nunca andaram de skate, garotos que não experimentaram um salto alto e até uma professora que nunca tomou um determinado refrigerante famoso. Até que um garoto disse algo que parou a sala:


- Eu nunca andei de pedalinho de cisne.


Aquilo pareceu tão poético, infantil, tão triste e comovente. Como assim? Você NUNCA andou de pedalinho de cisne? A sala inteira resolveu se mobilizar para mudar essa história. Poderíamos todos nos reunir e levá-lo, num domingo de sol, a um parque com um lago e alugar vários pedalinhos. Gravaríamos tudo em vídeo. Ficaria lindo, porque o movimento do pedalinho deslizando geraria imagens ótimas!


A aula acabou e vi todos eles saindo juntos, discutindo o projeto.


Não sei se eles foram mesmo, se gravaram, se encontraram o pedalinho. Só sei que foi um momento de muita inspiração pra todos nós. Tão simples e tão renovador.


Fazer algo que  nunca se fez. Fazer a mesma coisa de um jeito diferente. Inventar uma brincadeira pra depois brincar. Compartilhar a ideia pra que todos brinquem. Tão simples, tão fácil, tão bom. Como pedalinho de cisne.


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13/01

Por: Rosana Hermann

Na: Sexta-feira

Nas asas azuis da borboleta


Estou passando as férias na praia de Barra do Una, litoral de São Paulo, lugar que frequento há quase vinte anos. Sinto-me parte daqui, totalmente integrada à paisagem. Porém, toda vez que venho, sinto um novo deslumbramento, uma paixão renovada pelo lugar e, mais que tudo, tiro grandes lições de vida que me inspiram e me fortalecem.


O aprendizado mais recente veio de um passeio que fiz por uma rua perto da praia. Eu estava caminhando por uma viela arborizada, linda quando vi uma imensa borboleta de asas azuis, daquele tipo brilhante, absolutamente deslumbrante. A primeira coisa que pensei em fazer foi pegar meu celular e tirar uma foto da borboleta. Afinal, não é o que fazemos da vida? Compartilhar momentos nas redes sociais, todos os momentos?


Peguei minha câmera e comecei a perseguir a borboleta. O primeiro problema é que ela voa de forma aleatória. Sobe, desce, vai pra um lado, pra outro, sem o menor critério. E eu, que não sei voar nem adivinhar pra onde ela vai, fiquei ali, ridiculamente perdida com o celular na mão tentando enquadrá-la enquanto ela farfalhava suas asas.


Talvez se eu filmasse em vez de fotografar? Depois eu poderia pegar um frame do filme pra mostrar minha sorte?


E então, antes que eu pudesse comutar de foto pra vídeo, a borboleta parou. Pousou. E ali ficou, de asas fechadas.


Imóvel sobre a folhagem, de asas coladas, ela parecia uma mariposa comum. Sem graça. Sem cor. Onde estava aquele azul transcendental? Estava ali, mas fechado pra mim. Que desaforo.


Eis que ela decola novamente. E lá vou eu, borboleteando em busca da foto. Nada. O fato é esse: quando ela voa, espalha seu azul pelo ar, quando para, quase mimetiza-se com as cores das plantas e só nos oferece uma paleta de tons de marrom.


E aí me ocorreu a pergunta óbvia: por que eu não me contentava em vê-la voando, em admirá-la? Eu precisava mesmo da foto? Pra quê, pra provar que eu vi a borboleta? Pra receber likes no Instagram? Pessoas que curtiram minha foto? Ou kkks no Twitter?  O que vale mais, o momento vivido ou o momento apreendido? A possibilidade de vê-la colorida em voo ou parada e fechada em preto e branco?


Claro que é lindo fotografar, compartilhar e, sim, gostoso ser curtido nas redes. Mas apesar de todos os gadgets, a vida, como o tempo e a borboleta, não podem ser capturados.


É isso que fica.


E a beleza não está só no quê você compartilha, mas na pessoa que você se torna quando vive momentos de inapreensível leveza.


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16/12

Por: Rosana Hermann

Na: Sexta-feira

As tantas portas para o mundo do conhecimento

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O ser humano se vicia com facilidade. Em qualquer coisa. Refrigerante, crendice, rotina. Em busca de segurança a gente acaba repetindo padrões sem pensar. O padrão repetido gera uma ilusão de segurança e você acha, erradamente, que se repetir sempre o mesmo caminho pro trabalho, por exemplo, nada de mal poderá acontecer. O que é um engano total, já que a repetição de um caminho seguro não impede que um meteoro, um raio, caia exatamente ali.


Fazemos o mesmo na rede. Veja, a Internet é infinita, INFINITA e, mesmo assim, ficamos presos a meia dúzia de sites, redes sociais e de lá não saímos mais, com as mesmas pessoas, com nós mesmos. E aí, fazemos o mesmo caminho, o mesmo trajeto pelos endereços, repetindo o padrão do mundo físico.


A solução? Abrir a mente, clicar em lugares novos, conhecer, aprender, expandir tudo e buscar muita inspiração!


Foi assim que uma nova porta se abriu pra mim em meio a tantos portais, o openculture.com


O Open Culture tem links e mais links para o conhecimento. Cursos gratuitos, Livros, Filmes, Textos, Aulas de Línguas, Vídeos de Ciências, Filmes de Hitchcock ,de Tarkovsky,etc. Só em UM canal tem mais de 400 cursos gratuitos e online em universidades como Harvard, Stanford, Berkeley. De graça!


Além do Open Culture tenho pesquisado por outros canais de conhecimento, como o Documentary Heaven, um site só com documentários, um melhor que o outro.  É como um novo mundo. Saí da maratona de vídeos diferentes. Não tive vontade de falar mal no Twitter, repetir piadinha sem graça no Facebook, deixar comentário ácido no YouTube. Nada. Eu só queria contar pro mundo que há tanta coisa boa disponível, gratuita, acessível a todos.


E, claro, uma vez que você mergulha nessa vibração, você começa a encontrar um mundo sem fim de possibilidades.


O mundo tem 7 bilhões de humanos e 2 bilhões estão conectados. Nunca antes na história do Planeta Terra, tantos humanos tiveram tanto acesso a tanta cultura. Entre nesse mundo de possibilidades e prove da árvore do conhecimento. Pecado não é não conhecer, é não aproveitar esse paraíso.


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18/11

Por: Rosana Hermann

Na: Sexta-feira

Uma nuvem de arquivos, uma chuva de possibilidades


O admirável mundo digital está reconfigurando nossa forma de pensar. De criar. De consumir. E até de possuir as coisas. O exemplo mais concreto desse fato tão abstrato é justamente a ‘nuvem’.


A ‘nuvem’ é alguma coisa muito parecida com o que chamávamos de ‘éter’ no tempo do rádio, uma espécie de meio material diáfano e invisível onde as coisas se propagam. E onde as coisas agora também se ‘hospedam’. Você compra, por exemplo, um aplicativo online e ele fica lá, morando nessa sua nuvem. Você compra uma música e ela fica disponível nessa nuvem. A qualquer momento, com qualquer aparelho com acesso web, você pode ouvir a música que ficou guardada nesse espaço.


Isso muda totalmente o conceito de posse. Não precisamos ‘ter’ a coisa para sentir prazer. O que queremos é ter o acesso ao prazer que isso nos gera. A história é muito parecida com ‘ter’ ou ‘não ter’ um barco. É gostoso passear de barco num dia bonito de sol. Mas o barco é caro, precisa de uma marina pra ser guardado, de marinheiro, de manutenção. E aí o prazer de passear durante algumas horas durante o verão vira um inferno de compromissos e pagamentos durante um ano. Muita gente acaba optando por alugar um barco com barqueiro.


Porque o prazer está no vento que bate no rosto, no sol que doura a pele, na paisagem e no mergulho na água, não na posse do barco. Claro, um bem adquirido com trabalho também dá orgulho, mas não é a mesma coisa que o prazer de sentir tudo isso que a natureza nos dá. Se você tiver acesso a tudo isso, não precisa ser dono de nada.


Pensar na nuvem é compreender que somos efêmeros e transitórios. Que a vida é uma viagem, e que o fim último é a felicidade e não apenas a posse das coisas. A nuvem, por mais abstrata que seja, nos faz crer uma espécie de tesouro digital onde deixamos nossas coisas queridas. Filmes que amamos, vídeos da nossa família, músicas que marcam nossa história, textos que queremos ler. Fica tudo lá. Quando você quiser, você baixa e acessa aqui no nosso mundo.


A nuvem também nos deixa mais leves. Sem ter que carregar o peso de toda essa bagagem, podemos viver nossa viagem com uma pequena bagagem de mão. Um celular, um cartão do banco, um dinheiro pra ir numa Lan House, pequenas coisas que nos ofereçam o acesso a esse tesouro.


A grande mudança é essa. O tesouro é o conhecimento. O acesso é a chave.


Pensar num mundo futuro onde tudo o que a humanidade já produziu estará disponível para todos os seres humanos é inspirador. Só de pensar dá vontade de sorrir. Dá vontade de deixar o pensamento voar alto como as nuvens.


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21/10

Por: Rosana Hermann

Na: Sexta-feira

A Mão Amiga que Move a Rede

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Sempre achei a Internet a coisa mais maravilhosa do mundo moderno. Maravilhosa, uma coisa fantástica mesmo. O primeiro impacto foi o de desbravá-la sozinha, procurando por tudo, tentando ver o máximo, aprender o máximo.


Passada a primeira fase da descoberta solitária desse novo mundo, entramos na segunda fase, a do compartilhamento e, finalmente, das redes sociais.


Pois essa é a beleza maior da Internet. Hoje mesmo tive uma experiência que provou o quanto uma mão amiga pode mudar todo o cenário de problemas e complicações.


Tenho uma viagem internacional amanhã. Como sempre, estou apreensiva e com borboletas no estômago. Além desses sintomas comuns, estou fragilizada por vários acontecimentos pessoais e familiares.


Vou precisar muito do celular e, como usar 3G internacional é muito caro, comprei um pequeno dispositivo Wi-Fi que funciona como um roteador pré-pago. Você passa na loja, compra um cartão e repõe os créditos. Pronto, você tem uma linha americana pra usar à vontade sua própria rede Wi-Fi. Acontece que estou sem crédito e achei prudente reabastecer o aparelho antes da viagem.


E aí começou o problema. A loja não aceita compra internacional. Outros sites que vendem o cartão também não. Eles exigem que eu tenha um endereço americano. E o endereço do meu cartão de crédito é do Brasil. Foram várias horas de pesquisa e tentativa, sempre com o mesmo final: compra não aceita. Tentei de tudo e acabei nas ligações telefônicas, tentando encontrar uma forma de fazer algo tão simples. Falei com lojas nos Estados Unidos, falei com banco, com cartão de crédito, com sites de intermediação monetária. Nada.


Fiquei muito chateada. Parecia tão simples. Eu tenho crédito na minha conta, tenho crédito no cartão internacional. Eu compro um valor, recebo o PIN code por email, coloco o número no site da recarga e pronto.


A tramitação burocrática, as exigências legais, os campos de digitação de endereço impediam que algo simples fosse realizado.


E então eu me lembrei de um amigo. E falei com ele por uma rede social. Meu amigo estava em Nova York e disse que poderia dar um jeito. Num intervalo do almoço ele foi até uma loja, comprou o cartão. Fotografou a nota fiscal, com os códigos a serem inseridos e me mandou as fotos por e-mail.


Copiei os números, inseri-os e…voilà: créditos na minha linha americana, no meu roteadorzinho Wi-Fi. Peguei a cotação do dólar, pedi os dados bancários dele e fiz o depósito em conta aqui no Brasil.


Um favor. Uma ajuda. Uma mão amiga que atravessa a rua do hotel e faz uma compra numa loja, tira uma foto com o celular e envia pra mim. E, em minutos, o reembolso na conta. E uma dívida impagável de gratidão.


A Internet é realmente maravilhosa. Mas são as redes de amigos que fazem com que ela se mova. São as pessoas de boa fé que dão vida à Internet.


Que esse exemplo simples sirva sempre de inspiração a todas as pessoas de bem.


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