22/12
Por: Helio de La Pena
Na: Quinta-feira
Pouca gente depois dos oito anos de idade acredita em Papai Noel. Mas todo mundo acredita em presente de Papai Noel. Pode ser uma bobagem, uma lembrança, mas é sempre bom ter um pacotinho para desembrulhar na noite de Natal.
Sei que sugestões são sempre bem vindas, portanto, para facilitar a sua vida, vou listar alguns itens que gostaria de ver na minha árvore de Natal. Espero que alguém da minha família leia este post!
EM ALGUM LUGAR DO PARAÍSO – Luís Fernando Veríssimo
Veríssimo lança mais um livro de crônicas e contos em que mostra de forma divertida nosso cotidiano. Sua visão atenta e peculiar resulta numa leitura leve e saborosa. Já perdi as contas de quantos verões comecei embalado pelas histórias desse humorista gaúcho que fala de amigos, família, relacionamentos, nos dando a impressão de que passa a vida num bar, ouvindo os “causos” que depois põe no papel. Sei que não é nada disso. Ele inventa tudo aquilo dentro de casa. No fim do ano, reúne e manda para livraria essa espécie de saudação de “Boas férias!” para os leitores.
PASSAGEIRO DO FIM DO DIA – Rubens Figueiredo
Uma viagem de ônibus pode ser muito mais que um deslocamento de um bairro a outro. Rubens Figueiredo nos coloca dentro de um coletivo que sai do centro da cidade com destino a um distante bairro da periferia. Com uma lupa esmiúça detalhes do trajeto, do próprio ônibus e da vida dos passageiros. O realismo da descrição torna palpável a rotina daquelas pessoas que você jura existir e viver exatamente como o autor imaginou. O livro recebeu o Prêmio São Paulo de Literatura, como melhor livro do ano. Merecido. Mas esse eu já li, viu família?
LIONESS – HIDDEN TREASURES – Amy Winehouse
Essa inglesa junkie e descabelada vai fazer falta. É tudo que você consegue pensar ao ouvir este CD. A gravadora, na ânsia de satisfazer os milhões de fãs que ficaram órfãos de Amy, raspou o fundo do tacho de seus arquivos fonográficos e produziu um disco póstumo à altura do talento dessa moça. Amy morreu no meio deste ano de uma forma ultrapassada – overdose, típica dos anos 70. Mas deixou, entre outras, uma versão de “Garota de Ipanema” que os cariocas não vão se cansar de ouvir.
BATUQUES E ROMANCES – Arlindo Cruz
Não existe estação do ano mais propícia ao samba. E, se a ideia é ouvir samba, por que não ir direto ao que há de melhor? O CD do Arlindo é capaz de converter até aqueles que torcem o nariz pra esse estilo musical. Passeando por ritmos que vêm direto da África, bebendo na fonte da bossa nova, o sambista apresenta paixões e desilusões com lirismo e humor. Quem não gosta é porque ainda não ouviu Arlindo Cruz.







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