20/01
Por: Henrique Fogaça
Na: Quinta-feira
Há que se tomar cuidado ao olhar para trás. Se nos apegarmos demais ao passado podemos ficar até doentes achando que por lá as coisas eram melhores. Mas o passado pode ser muito inspirador –você, leitor do blog, ficou por dentro disso aqui – quando nos faz lembrar que as coisas podem ser diferentes, apenas com o simples gesto de olhar pra trás! É bom lembrar de coisas esquecidas lá nos confins do tempo, e perceber que podem ser reembaladas e muito úteis hoje em dia.
No caso da gastronomia, a onda moderna de espumas e esferas está dando lugar a um movimento contrário em busca da simplicidade e do sabor, sem esquecer das técnicas mais avançadas de cozimento. Antes aquele arroz de polvo era até macio, mas hoje podemos fazer um tradicional arroz de polvo aliando a tradição do prato com a novíssima técnica de cozimento à vácuo, que preserva ainda mais o sabor do alimento.
Antigamente era mais comum o cozimento lento, que aos poucos foi dando lugar à grelha. A grelha é legal para alguns produtos, mas não podemos abandonar o cozimento lento para obter certos tipos de resultados, mesmo que a velocidade da vida atual diga para fazermos o contrário.
Uma comida não precisa ser desconhecida ou desconstruída para ser gostosa. Basta ser bem feita. Quem não lembra dos pimentões recheados com carne moída dos anos 80? Mas quem é que digere bem o pimentão? Solução moderna para uma receita antiga:
Corte a parte superior do pimentão, tire uma tampa e limpe por dentro, tirando todas as sementes. Confite o pimentão submerso em óleo de canola por 1h em forno a 90 graus. Retire a pele. Deixe esfriar. Recheie com aquela carne moída bem temperada.
A grande diferença deste método é o fato do pimentão permanecer com seu gosto e se tornar totalmente digesto.
Inspire-se nas soluções que o passado pode trazer!







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