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14/12

Por: Raphael Despirite

Na: Quarta-feira

De olho na rua

Lembro com saudade,de ficar olhando pela janela da sala de aula do meu colégio, procurando pela tia que vendia uvas carameladas. Era importante saber exatamente onde a tia da uva estava antes de acabar a aula. Seus espetinhos de uva sem semente, envoltas em caramelo colorido, seriam disputados por uma legião de molequinhos famintos, e conseguir uma boa posição na fila nunca foi má ideia.


O tempo passou e continuo de olho na rua. Estou sempre à procura de alguma coisa para comer, a comida de rua é uma parte fascinante da gastronomia e pelo fato de ser rápida e fácil de comer, muitas vezes é um bom resumo da gastronomia de um lugar. Imagine algo que condense melhor a ideia de comida baiana do que um bom acarajé. Acontece o mesmo no Norte com o tacacá ou mesmo em NY com o hot dog de rua.

Aqui em São Paulo o dono da rua é o pastel e seu fiel companheiro é o caldo de cana. Toda feira livre que se preze tem que ter um bom pastel, e não se engane, pastel é coisa seria. Um bom pastel tem que ter massa crocante, leve e em perfeita harmonia com o recheio, pastel gigante e lotado de recheio é insulto à tradição.



Comida de rua exige cuidados de higiene e manipulação como qualquer tipo de comida, por isso é importante que a prefeitura e vigilância sanitária fiscalizem e orientem essa legião de chefs de cozinhas portáteis. Mas isso não quer dizer punir e combater a comida ambulante, muito pelo contrário. Um governo inteligente sabe que esse tipo de comida faz parte do patrimônio cultural da cidade, deve ser respeitada e incentivada.



Confesso que vira e mexe me pego com a ideia de montar um trailer e viajar pelo Brasil fazendo comida. Seria bacana cozinhar todo dia algo diferente, utilizando o produto da região e adaptando à praticidade que a comida rápida exige. Quem sabe não tiro umas ferias e realizo esse projeto! Enquanto esse dia não chega, continuo olhando pela janela a procura da próxima refeição. Aliás, esse papo ta me dando fome, vou ali na rua comer uma tapioca e já volto!


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13/12

Por: Editor Brastemp

Na: Terça-feira

Descalço não se vai longe

Em nossa série sobre pessoas que atuam por um futuro melhor o bem estar das crianças sempre vem à tona, seja pela educação, no trabalho de Tião Rocha, ou da nutrição, com a atuação de Gisela Solymos. Temas fundamentais e inspiradores que precisam ser divulgados.


Um exemplo é Blake Mycoskie, um jovem mochileiro americano, que visitou a Argentina em 2006, e viu a triste realidade de crianças descalças e miseráveis.


Andar descalço na praia ou pisar na grama fofinha com os pés no chão dá uma sensação de liberdade, não é? Mas imagine ter que andar sem sapatos no asfalto quente, numa trilha árida, numa rua suja ou num inverno congelante. Além da exposição a ferimentos e doenças, estar descalço priva as pessoas de se deslocarem longas distâncias. Isso inclui ir à escola, ao trabalho, ao médico ou ao circo. E milhões de pessoas, crianças principalmente, passam por isso diariamente.


E pensando nisso, que Blake Mycoskie, criou a TOMS Shoes, com uma proposta simples, modificadora e surpreendente: a cada alpargata vendida, um calçado é doado para uma criança necessitada. Quando os pequenos vão crescendo, são providenciados novos pares, para que eles nunca mais andem por aí de pé no chão. Em abril deste ano a marca promoveu a ação “Um dia sem sapatos“, que convidava as pessoas do mundo todo a saírem descalças e sentirem na pele que não é nada fácil perambular de pé no chão por aí. Figuras como Jonas Brothers e Demi Moore colocaram os pezinhos de fora em prol da causa.


Blake Mycoskie com crianças beneficiadas pelo projeto - Fonte


Inspirados na TOMS Shoes, europeus lançaram a marca Twins for Peace que também foi criada em torno da ideia de calçar pessoas carentes e vender um produto socialmente responsável. Os gêmeos em questão são Maxime e Alexandre Mussard, herdeiros da Maison francesa Hermès. O projeto também doa um par de sapatos para cada outro que é vendido, mas mergulhou mais fundo na sustentabilidade. Seus tênis, com estilo simples e elegante, são produzidos em uma empresa familiar em Portugal, com tecido italiano e couro, e suas embalagens são feitas com material 90% reciclado. Todas as coleções da marca são associadas com um projeto social em países em desenvolvimento. E para fomentar a economia local, o par que será doado é produzido por uma fábrica da região beneficiada, e desenvolvido de acordo com as necessidades da criança que vai recebê-lo.


A Twins for Peace, veio ao Brasil em 2009, e doou centenas de sapatos para crianças da favela São Remo, em São Paulo. A boa notícia é que o projeto volta ao país, agora com loja no Shopping Cidade Jardim, na capital paulista, e vai beneficiar a Fundação Gol de Letra, que atua na capacitação de jovens em situação de risco social. O ex-jogador Raí, que é diretor da Fundação, foi escolhido para ser embaixador da marca por aqui.


Crianças brasileiras posam com tênis doados pela Twin for Peace - Crédito: Anna Skladmann


Iniciativas como esta fazem crianças livres para pisar onde bem entendem. E a gente espera que faça você sentir vontade de empreender algo que seja bom para os outros e, consequentemente, inspirador para você e para o mundo!


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13/12

Por: João Armentano

Na: Terça-feira

Loft: Pura inspiração!

É sabido o meu apreço pelos lofts e, não me refiro apenas ao tipo de habitação, mas principalmente ao estilo de vida de quem os habita. Para quem ainda não sabe, a palavra loft refere-se a um espaço geralmente usado para armazenagem.


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Esse conceito aliás, foi consagrado mundialmente, com os grandes espaços industriais de Nova Iorque, convertidos para uso residencial mostrados em filmes de Hollywood, tais como Flashdance e Ghost. Mas o que pouca gente sabe é que a sua real origem, por mais incrível que pareça, é rural. E a sua primeira versão urbana apareceu na França, na década de 1950, com os apartamentos do arquiteto urbanista Le Corbusier.


Apesar do assunto não ser uma novidade, até porque não é de hoje que tive a oportunidade de aplicar esse conceito em alguns edifícios que projetei em São Paulo, resolvi entrar nesse tópico porque considero muito inspiradora essa forma descontraída de viver, em que a planta permite deixar tudo aberto e exposto. Por não terem paredes dividindo os ambientes, o ambiente fica tudo junto e misturado, deixando apenas o banheiro reservado.


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Outras características são os mezaninos de madeira ou ferro e seus grandes elevadores de carga, além de pés-direitos altos e grandes janelas. Pense bem se isso não é o maior sinônimo e informalidade, deixar livre quem é livre!  E se não é o ápice de despojamento para quem é despojado! Imagina você ter a possibilidade de respirar a sua profissão onde você mora. Não é a toa que os lofts foram um verdadeiro boom entre os artistas na década de 1970, em que velhos galpões e armazéns foram reformados para servir de moradia para profissionais liberais, artistas, publicitários e executivos. Não foi e nunca será um modismo. É sem dúvida um grande estilo, afinal, a arquitetura está para servir o usuário e não o contrário. É por isso que esse conceito de loft continua evoluindo, incorporando eficiência energética, sustentabilidade, design universal e acessibilidade, a ponto de ainda hoje ser sinônimo de inovação.


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12/12

Por: Pedro Tourinho

Na: Segunda-feira

Inverta


©2007-2011 ~eXtremeBiker


A Brastemp me convidou para inverter o papel com o meu colega de blog: o humorista Hélio de La Peña, que assina a seção aqui, às quintas-feiras. Vou falar sobre comportamento e inversão, espero que gostem!


Esse mês a Brastemp lançou a nova linha Inverse, que inverte as posições do freezer e geladeira.


Eu gostei, afinal, sempre achei meio estranho essa história do freezer, que eu não abro nunca, ficar sempre na minha frente, enquanto a refrigerador, que eu abro sempre, ficar embaixo. Acho, inclusive, que poderíamos aproveitar essa iniciativa da Brastemp para inverter mais um monte de outras coisas que estão fora do lugar, e que continuam fora do lugar somente por força do hábito.


Por exemplo, no meu caso, seria ótimo inverter o horário de trabalho. Eu prefiro dormir até mais tarde, ter minha manhã livre para fazer algumas coisas pessoais, e trabalhar até mais tarde, do que ter de cumprir o velho horário 8h às 18h. Até porque, na prática, atualmente a hora que eu chego ao trabalho não tem absolutamente nada a ver com a hora que eu saio.


Para uma criança faz mais sentido inverter a ordem dos pratos nas refeições, e comer a sobremesa antes do prato principal. Com a ansiedade saciada, fica mais tranquilo curtir o resto do almoço. Outra: ainda no campo das refeições, não sei se é só comigo, mas já repararam que o feijão vem sempre antes do arroz nos buffets de restaurantes? Se todo mundo serve-se de arroz, para depois colocar o feijão, porque continuamos presos ao “feijão com arroz”?


Poderíamos inverter o estilo das roupas do Papai Noel, pois, afinal, não faz o menor sentido o nosso bom velhinho ficar todo agasalhado no calor de 40 graus dos trópicos. E, aproveitando o ensejo, poderíamos neste Natal inverter também as prioridades da maioria das pessoas: ao invés de comprar, comprar, comprar, acho que poderíamos compartilhar, compartilhar e compartilhar. Dividir o que temos de melhor com amigos, familiares e pessoas que precisam.


Bom mesmo é a inversão que coloca tudo no seu devido lugar.


O movimento pode ir além. Inverter o humor de pessoas que estão tristes e sozinhas. Inverter a rotina de quem está entediado. Inverter a vida, pôr de ponta cabeça o destino dos desacreditados. Inverter, e fazer com que faça sentido, a história de nossas vidas e das pessoas mais próximas.


Pois é, para que as coisas façam sentido, às vezes precisamos inverter tudo que sempre fizemos, tudo em que sempre acreditamos.


Moral da história: inverta o que tiver de ser invertido, e traga mais sentido a sua vida.


Carpe Diem


@PedroTourinho


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09/12

Por: Henrique Fogaça

Na: Sexta-feira

Oriente-se!

Fonte: Adega do Sake


É muito interessante observar que depois da internet todos ficaram experts em tudo, ou melhor acham que ficaram, pois o acesso às informações é mais fácil, porém superficial. Mas quando encontramos pessoas que realmente entendem de um determinado assunto e compartilham seu conhecimento, é inspirador!


Hoje gostaria de falar sobre uma pessoa que conheci virtualmente primeiro, no Twitter. O @OAdegaDeSake. Virtualmente ele é um cara engraçado, bem humorado, apesar de dizer que é mal humorado. Posta sobre tudo, rotina, problemas, filhos,  mas o principal é a forma como ensina sobre saquês e sochus e sobre tradições japonesas, desde comportamento até gastronomia.


Outro dia fiquei lendo tudo que ele escrevia sobre a origem dos izakayas (bares japoneses) que estão sendo copiados por aqui, mas muitas vezes mal interpretados. Todo esse conhecimento dá um basta em algumas modas que acham que sabem alguma coisa, mas na verdade só estão na superfície do conhecimento. Por isso pessoas como o “adegão”, que transmitem sua sabedoria para todos, além de vender produtos de qualidade em sua adega.


Se você visitar o site verá explicações mais detalhadas sobre os saquês (fermentados de arroz), os sochus (destilados a base de arroz ou batata), esclarecimentos de dúvidas em geral, e uma página só sobre saquês e as mulheres.  Enfim, vale a pena conhecer se você gosta dessas bebidas e da cultura oriental. Depois de um tempo fui à sua adega e o conheci pessoalmente, fui muito bem atendido, experimentei alguns saquês e conheci o sochu! Vale a pena!


Rua Galvão Bueno 387, Liberdade. São Paulo SP / TEL  11 3209 3332 / 3207 2330


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08/12

Por: Editor Brastemp

Na: Quinta-feira

Como o design facilita nossa vida?

Vivemos em um mundo imerso em design. Olhe à sua volta, para os objetos que você usa no dia a dia, nos seus eletrodomésticos, móveis da casa, seu carro… Eles só são desse jeito, pois um designer (ou um grupo de designers) quebrou muito a cabeça para criar um desenho que fosse ao mesmo tempo estético e funcional, facilitando sua vida e agradando ao seu senso de beleza e elegância. Essa é a essência do design. Pode ser design industrial, design de produto, design gráfico, web design. O que define esse termo é a preocupação em aliar estética e funcionalidade.


Após a Segunda Guerra Mundial houve um “boom” nos produtos para consumo. Eletrodomésticos e eletrônicos invadiram as casas. O Fusca, criado para ser o “carro do povo”, concretizou sua função na década de 50, e seu design icônico é facilmente reconhecido até hoje. A edição dos jornais passou a hierarquizar e separar as notícias, usar fotos e infográficos para facilitar a leitura. A ergonomia começou a ser valorizada no design de móveis. Nos anos 60 o predomínio das linhas retas foi desafiada pelo design curvo e orgânico, como nas cadeiras Panton, criada por Verner Panton em 1960, em plástico injetado, e Ball Chair, desenhada por Aarnio Eero em 1963. No Brasil, o arquiteto Sérgio Rodrigues, que já mostramos aqui no blog, é uma referencia no design da época.


Panton Chair – Fonte



O alemão Dieter Rams fez escola no design industrial da década de 1960 com seus produtos hiperfuncionais e minimalistas criados para a empresa de eletroeletrônicos Braun, como rádios e toca-discos que radicalizaram o conceito de “menos é mais”. Não por acaso, ele é a grande influência de Jonathan Ive, da Apple, que criou produtos que revolucionaram o design da nossa época, como o iPod e o iPhone.


Rádio projetado por Dieter Rams para a Braun


E o primeiro iPod, criado por Jonathan Ive


A semelhança não é por acaso! Engana-se quem acha que o trabalho do designer é ter uma ideia genial, desenhá-la no papel e enviar para ser produzida. Todo o processo de desenvolvimento de um novo produto inclui muita pesquisa de referências, dezenas de esboços que são descartados, muitas reuniões, protótipos, testes e possíveis mudanças antes de algo chegar às lojas. Imagine quanto trabalho esteve envolvido no desenvolvimento do refrigerador Inverse da Brastemp, com seu design revolucionário que inverteu de lugar o freezer e a geladeira? Uma ideia simples, mas que necessita muita mão de obra até chegar no produto final.


Recentemente mostramos aqui produtos para casa com ideias simples e geniais para facilitar nossa vida, exibidos na mostra espanhola Habitat Valencia. Veja outros exemplos de como o design pode tornar nosso dia a dia muito mais prático, reunidos no site DesignBeats.


O design está em todos os lugares! Comece a prestar atenção nos objetos que facilitam sua vida e agradeça aos designers por encher nosso mundo de inspirações!


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