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25/02

Por: Editor Brastemp

Na: Sexta-feira

“Nós somos feitos de sonhos”

Obra de Vladimir Kush


A vida é feita de ciclos. Entra, começa, sai, termina e volta a acontecer. Todo ano fazemos aniversário, comemos ovo de Páscoa, desejamos Feliz Natal e celebramos o ano novo. Os ciclos são importantes. Renovam as esperanças, abrem um universo de possibilidades, nos propõe um novo jeito de olhar a vida.


Estamos comemorando nossos primeiros sete meses de blog. Durante os últimos 210 dias, você acompanhou nossos colaboradores dividindo semanalmente com você suas ideias e descobertas. Fecha-se um ciclo, inicia-se outro. Foram tantos momentos especiais, que queremos recordar alguns com você!


A gente sabe que quem ainda não amava a Rosana Hermann, se apaixonou por ela aqui. Seus textos, surpreendentes e absolutamente emocionantes nos fizeram pensar sobre assuntos tão diversos quanto a areia, o universo, o cérebro humano e a simplicidade.  Vale a pena relembrar do impagável vídeo postado no Gongo Inspiracional Rosana, desista! Não tem como te gongar.


O Arthur fez as nossas terças mais divertidas, graças aos destinos maravilhosos que mostrou aqui. Em meio a tantas excursões pelos mais distantes países do mundo, o arquiteto teve tempo para nos contar sobre sua visita ao jardim suspenso do Meat Packing District, em Nova Iorque, seu passeio pelo museu a céu aberto de Inhotim, em Minas, e sobre o incrível vídeo do grafiteiro Blu. Relembre aqui.


Quarta-feira, metade da semana, fomos surpreendidos pelos posts da menina Sarah, que curtiu os melhores shows que passaram pelo Brasil, leu livros imperdíveis e também falou de amor no emocionante Amor é tudo. A gente concorda, Sarah!


E se você não tinha um chef do coração, a gente aposta que ganhou um! Que delicia conhecer as desventuras de Henrique Fogaça com a mão na massa em seu Sal Gastronomia, cozinhando com Chefs Especiais ou apreciando as boas coisas da vida, como a comida da vovó Liliza. Dá pra fazer em casa, confira aqui.


Sexta é seu dia favorito? A gente espera que a talentosa, esportista, zen e bem humorada Fernanda tenha te inspirado a adorar ainda mais esse dia da semana!  Da sua caixa sem fundo de ideias, Fernanda conseguiu falar, de maneira super divertida – só ela consegue– do Ego, assunto em que você talvez nunca tenha pensado até ler Egossitema.


Assim como William Shakespeare, acreditamos que “Nós somos feitos de sonhos”! Por isso, te convidamos novamente a sonhar e se inspirar com essa turma, que continua conosco com posts mensais, e com Pedro Tourinho, João Armentano, Raphael Despirite, Helio de La Peña, a partir da próxima segunda.


Um brinde!


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09/11

Por: Editor Brastemp

Na: Terça-feira

O lado inverso das coisas


Cama, mesa, pia, objetos comuns e ordinários que usamos todos os dias de forma quase automática. Para Rachel Whiteread esses utensílios são parte de suas obras de arte. A artista plástica inglesa foi a primeira mulher a receber o Prêmio Turner, oferecido anualmente pelo Tate Morden para artistas promissores da arte moderna.


Suas obras, geralmente feitas com moldes negativos em gesso de objetos e espaços arquitetônicos, estimulam a criatividade e reflexão, chamando atenção para detalhes que nem sempre percebemos, mostrando um lado incomum das coisas.


Uma de suas obras mais famosas se chama House, de 1993.  A escultura se tratava de um molde negativo de uma casa vitoriana de três andares, e foi exibida no local original de seu molde, já que as casas daquela região foram todas demolidas por conta de uma renovação urbana comandada pela prefeitura.


O conselho municipal derrubou a obra em 11 de Janeiro de 1994, para poder dar continuidade aos projetos de reformulação da área. A artista diz que foi muito triste ver seu trabalho demolido, mas que House a afetou de uma forma que nenhuma de suas obras haviam feito antes, e que determinou como seu trabalho seria dali a diante.


Rachel oferece obras originais que mostram um lado inverso do que estamos acostumados a ver, fazendo com que se percebam detalhes que estavam sempre ali mas nem sempre foram vistos. Criatividade de dentro pra fora!


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Que tal inverter também a ordem das coisas na sua rotina? Já te ajudamos a pensar nisso aqui.


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16/09

Por: Henrique Fogaça

Na: Quinta-feira

Como decorar e deixar os pratos mais inspiradores


A aparência de um prato é bem importante para toda a experiência gastronômica. E deixá-los bonitos não é assim tão difícil, bastam apenas uns truques. É claro que a decoração de um prato deve fazer sentido na composição do sabor.

Algumas dicas listadas abaixo:


• Compre brotos de beterraba, mostarda ou salsão. Além de gostosos decoram bem o prato;


• Reduza um vinho do porto até ficar mais grosso e faça uma pincelada escura no prato branco;


• Pratos grandes dão um visual legal também;


• Folhas de Sálvia fritas dispostas por cima de uma massa ficam lindas;


• Castanha do Pará laminada e salgada (ou pistache) agregam bem a uma salada;


• Lascas de queijos duros tipo parmesão sempre caem bem;


• Compre aros para a montagem. Você pode colocar o arroz no aro para deixar o prato diferente;


• Flores comestíveis podem ser um bom adorno;


• A forma como você corta o alimento e dispõe no prato também o torna mais bonito e apetitoso, como eu fiz com o palmito (FOTO);


• Óleos são saborosos e dão um visual legal. Para fazê-los use óleo de canola. Ferva manjericão na água por um minuto e de um choque térmico. Esprema, bata esse manjericão com o óleo, deixe de um dia para o outro. Coe e está pronto. Com eles você pode temperar os pratos e ainda dar um visual bonito;


• Lembre-se: um prato colorido também costuma ser mais nutritivo.



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15/09

Por: Sarah Oliveira

Na: Quarta-feira

Por que ouvir Virgínia Rosa


Fazia tempo que eu não ouvia Virgínia Rosa. E, pasmem!, tava ouvindo a rádio Eldorado quando tocou a bela versão dela para “Samba a Dois”, de Marcelo Camelo. A música na voz dela é acompanhada de percussão com direito a bandolim e piano. Tinha mesmo de ser a faixa de abertura do disco — de mesmo nome — que ela lançou há 4 anos.


Esse disco tem regravações inspiradas em Cartola, Baden Powell e fados de MadreDeus e, na época de seu lançamento, ainda me fez o favor de apresentar Luisa Maita com suas composições “Madrugada” e “Amado Samba” — graças a isso, hoje acompanho Luiza com prazer e, inclusive, soube que ela fez um show incrível recentemente no Teatro Rival no Rio.

Conheci Virgínia através de Ná Ozzeti. Sempre fui fã de Ná e de tudo que a cerca, então corri atrás dessa “nova cantora”… Comprei o CD “Batuque”.  Achei o máximo ela ter gravado Lenine, meu “mestre”: “A Ponte” ganhou Simone Soul na batera e Marcos Suzano na percussão. Lembro que me chamou a atenção o fato de ela ter “as manhas de brincar” com várias vertentes da música: maracatu, rock’ n’ roll bluseado, samba, baião, enfim… Ali também tinha Chico Science e Itamar Assumpção (é claro — mais pra frente fiquei sabendo que foi com o Itamar que ela começou).


Por tudo isso, recomendo a audição de Virgínia Rosa a quem ainda não conhece. Se você não conhecia, vá lá e depois me conte o que achou.



P.S.: Neste vídeo, Virgínia canta “Amado samba”, música de Luisa Maita.


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31/08

Por: Arthur Casas

Na: Terça-feira

Tudo tem um jeito



Lembro como hoje aquele verão de 1985 quando eu e um “comparsa” saímos do Rock in Rio em um par de motos maravilhosas que nos padrões de hoje não me parecem nada demais. O destino: Ceará, margeando o longo litoral brasileiro. Que bonito, que precário!


Tenho clara a imagem do Quadrado em Trancoso, do campinho de futebol entre as casinhas coloridas, da igreja que dava as costas para o mar. Hoje aqui estou de volta por algumas horas, com a pressa que a Bahia não prega. O quadrado está ainda mais bonito, mais burguês, mais elegante. Não houveram, que bom, substanciais intervenções nas características das casinhas. Estão até mais arrumadas, pintadinhas. A igreja continua de pé. Missas ainda são celebradas e o padre está firme, mesmo que com poucos fiéis. Só que, como é comum em países sem planejamento, quando o asfalto e o turismo de paulistanos endinheirados migraram para lá ninguém teve a feliz idéia de produzir um estudo de impacto ambiental e um projeto de urbanização para abrigar as famílias em busca das novas oportunidades.


Pois, a saber, estive nesse verão europeu no Cote D’Azur e a ocupação ao longo da costa também não é legal; um adensamento absurdo de edifícios que não valorizam em nada a paisagem e uma explosão de comércio popular… tem jeito? Claro que sim. Uma ótima inspiração é Carmel, uma cidadezinha “Al Mare” assim como Trancoso e de São Francisco, Califórnia, USA.


Nessa Cidade, que já teve como prefeito Clint Eastwood, não há postes de luz, não há publicidade nas ruas e é impossível se construir além dos limites pré existentes da cidade. Há até leis bizarras como a proibição do uso de sapatos superiores a 2 cm de altura. A razão? Evitar processos por tropeços em pavimentos irregulares. Houve outra, revogada pelo próprio Clint, que proibia vender e comer sorvete em ruas públicas. Chalés com ares suíços não numerados conferem ao lugar um perfume europeu, que se confirma em charmosíssimos bistrôs. E até a polícia, veja só, transita pelas ruas da cidade em motos BMW. No centrinho, é possível visitar galerias de arte, antiquários e lojas bacanas.


Mas ao caminhar em direção ao mar você se depara com o que há de mais encantador da Califórnia – uma praia torneada por ciprestes, formações rochosas e com vista para o esplêndido golfo de Pebble Beach. Inspiradoras as paisagens e a arquitetura cuidadosa da cidade.


Tudo tem jeito, basta que as prefeituras desenvolvam projetos que valorizem ainda mais as jóias que temos espalhadas pelo Brasil. É só planejar com antecedência…





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