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04/02

Por: Editor Brastemp

Na: Sexta-feira

Terapia da Arquitetura

Você já pensou na relação entre a arquitetura e a felicidade? O tema é bem curioso, já que aprendemos desde a infância de que não devemos buscar a realização pessoal nas coisas materiais. Mas pensando bem, passamos a maior parte da nossa vida dentro de casa, no escritório, em restaurantes, no shopping, ou na igreja. O filósofo inglês Alain de Botton acredita que buscamos numa obra de arquitetura algo semelhante ao que procuramos num amigo. Construir uma casa, comprar um apartamento ou decorar o lar são uma amostra de identidade, na qual as pessoas querem ser reconhecidas e até idealizar como elas poderiam ser. Neste sentido, a casa deixa de ser apenas um local de abrigo e segurança, tendo o papel de um refúgio psicológico, que guarda a essência de quem vive ali.


Seguindo esta lógica, todas as vezes que um projeto arquitetônico te encanta, na verdade você encontrou nele algo que se identifica com os seus valores. Alain acredita que funcionalidade e beleza devem andar juntos (e nós também! Olha só aqui) e para ele, ser belo é uma importante função de um projeto. É essencial para o ser humano viver e transitar por locais que, além de modernos e confortáveis, sejam agradáveis aos nossos olhos e alegrem a alma.


Foi pensando em trazer mais felicidade para a vida das pessoas que este filósofo idealizou o projeto Living Architecture. Ele convidou Peter Zumthor, Michael & Patty Hopkins, NORD, Jarmund/Vigsnæs Architects & MVRDV para construir casas espetaculares e totalmente inusitadas. E o melhor, além de contemplá-las, você pode vivenciar a experiência de “morar“ numa dessas obras maravilhosas, pois para Alan, todos devem passar por essa experiência inspiradora.  Antes que você diga que não é milionário, a gente explica: a partir de 638 libras, algo em torno de 1.723 reais, já é possível se hospedar por 4 noites, você e mais sete amigos, em um celeiro que se apóia em um pequeno pedaço de terra, casa batizada de The Balancing Barn.


The Balancing Barn


Já pode começar a fazer seu pé de meia, porque as próximas férias serão na Inglaterra, dude! Escolha em que casa quer se hospedar no nosso álbum do Facebook.


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09/11

Por: Editor Brastemp

Na: Terça-feira

O lado inverso das coisas


Cama, mesa, pia, objetos comuns e ordinários que usamos todos os dias de forma quase automática. Para Rachel Whiteread esses utensílios são parte de suas obras de arte. A artista plástica inglesa foi a primeira mulher a receber o Prêmio Turner, oferecido anualmente pelo Tate Morden para artistas promissores da arte moderna.


Suas obras, geralmente feitas com moldes negativos em gesso de objetos e espaços arquitetônicos, estimulam a criatividade e reflexão, chamando atenção para detalhes que nem sempre percebemos, mostrando um lado incomum das coisas.


Uma de suas obras mais famosas se chama House, de 1993.  A escultura se tratava de um molde negativo de uma casa vitoriana de três andares, e foi exibida no local original de seu molde, já que as casas daquela região foram todas demolidas por conta de uma renovação urbana comandada pela prefeitura.


O conselho municipal derrubou a obra em 11 de Janeiro de 1994, para poder dar continuidade aos projetos de reformulação da área. A artista diz que foi muito triste ver seu trabalho demolido, mas que House a afetou de uma forma que nenhuma de suas obras haviam feito antes, e que determinou como seu trabalho seria dali a diante.


Rachel oferece obras originais que mostram um lado inverso do que estamos acostumados a ver, fazendo com que se percebam detalhes que estavam sempre ali mas nem sempre foram vistos. Criatividade de dentro pra fora!


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Que tal inverter também a ordem das coisas na sua rotina? Já te ajudamos a pensar nisso aqui.


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11/10

Por: Rosana Hermann

Na: Segunda-feira

Vizinhos e o Google Street View


Vizinho de rua, vizinho de vila, de prédio. Vizinho de quarto de hotel. Vizinho é todo mundo que está perto de você, em qualquer contexto. Brasil e Argentina são países vizinhos e a Terra é vizinha dos planetas Vênus e Marte.


Tenho pensado muito nos meus vizinhos, no mundo físico e no virtual. No mundo físico, por causa do Google Street View. Sempre adorei ver o serviço em cidades internacionais, mas confesso que enlouqueci com a chegada do Street View a algumas capitais brasileiras.  É muito louco ver ali a foto e imagem de lugares que você conhece, tão real e até com opção em 3D.


Como tanta gente procurei as casas onde morei, onde passei a infância, as escolas que frequentei e, claro, a vizinhança. Além de reconhecer edificações também fiquei procurando por gente conhecida, na esperança de ver algum amigo, conhecido ou parente flagrado e eternizado em foto.


Lembrei da vizinha santa que morava ao lado da casa onde cresci em Vila Galvão, Guarulhos e do rapaz cruel, que me deu pimenta malagueta pra comer quando eu era bebê, dizendo ser bala de morango. Da vizinha costureira.


Mas o melhor mesmo foi rever a rua onde morei em Campo Grande, no Rio de Janeiro – a Rua Cruz Alta, que terminava em frente a um cemitério.  Foi a rua mais pitoresca da minha vida. Na esquina morava um professor baiano, culto e sábio, do tipo que decora enciclopédias e recita o dicionário. Seu Mirabeau. Na casa ao lado, um ex-marinheiro que me contava histórias e ensinava a atar nós. Do outro lado da rua, uma casa onde uma senhora que parecia a Vovó Donalda criava jibóias em casa. Jibóias!!! Haviam os militares amigos do meu pai, as crianças travessas, as moças gostosas. Como as irmãs Dilzete e Dilzéia, que moravam nos fundos do nosso sobradinho alugado e faziam altas festas de Cosme e Damião.


E, claro, haviam os vizinhos de cima. Sim, o sobrado abrigava duas famílias: a do proprietário em cima e dos locatários, nós, embaixo. Não dava nem pra fugir do pagamento do aluguel. Dá pra ver na foto os dois portões de acesso, o que sobe para a “sobreloja” e o que leva para os fundos


E foi assim, viajando do Sistema Solar à Campo Grande, que revi minha vida pelo Google Street View em alguns minutos, sem nem ter que me afogar para isso.


Agora, olho pro lado e me vejo cercada de  vizinhos queridos e ilustres, como Arhur Casas, Henrique Fogaça, Sarah Oliveira e a @atijucana Fernanda Torres. Dá saudade. Dá orgulho. E sobretudo, me inspira a continuar.


A vida, quando vista de uma maneira diferente, fica muito mais gostosa e inspiradora. Acesse e descubra.


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02/09

Por: Editor Brastemp

Na: Quinta-feira

Jogo dos sete

Pegamos carona no primeiro post da Fernanda Torres e percebemos o quão não óbvio é pensar como a guerra pode inspirar alguém além do cinema, não é mesmo? Mas essa não é tarefa difícil e nem inimaginável para o artista Banksy, o grafiteiro anônimo mais conhecido nas ruas e pelos apreciadores de arte. Suas obras falam de guerra mas também falam de amor, criticas, sentimentos e inspiram todas as pessoas que se deparam com alguma delas ao atravessar uma movimentada rua ou virar uma singela esquina. Afinal, há lugar mais inspirador que a rua?


Richard Banksy nasceu em Bristol, Inglaterra, e iniciou sua carreira aos 14 anos. Sua identidade é incerta, não costuma dar entrevistas e faz da contravenção uma constante em seu trabalho, sempre provocativo. É um ativista declarado, e uma das principais características de seu trabalho é a criação de pequenas intervenções que geram grandes repercussões.


Queremos que Banksy inspire você a reparar mais na rua durante o seu trajeto de hoje. Pra facilitar a coisa (e não contrariar a Sheena Iyengar) escolhemos sete graffitis incríveis do artista pra você nos dizer qual você mais gosta e a sensação que ele te provoca.



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