13/09
Por: João Armentano
Na: Terça-feira
É com esta máxima que Felipe Morozini conceitua sua primeira exposição, com início em 17 de setembro na Zipper Galeria, em São Paulo. E eu me aproprio dela para intitular mais esse post para vocês. Eu sei que como arquiteto, a ideia é passar as dicas de decoração como venho fazendo até aqui, mas acho importante aproveitar esse espaço para vocês conhecerem um pouco mais do que me inspira. E, antes de retomar as minhas dicas, quero que saibam que sou um apaixonado por fotografia. E é por isso que eu precisava falar…
Mais do que isso! Sou completamente ligado em todos os processos de produção que tenha a inspiração como principal linha condutora.
Do alto do prédio da Avenida São João, em São Paulo, numa janela, segura uma câmera e diariamente invade em zoom a vida dos vizinhos, registrando esses hábitos e mazelas. Depois, analisa as imagens e acha pedaços de poesia intencionais. Voyeur, invasor, redentor da fealdade do campo urbano, Felipe Morozini, assim, trabalha como artista e espectador de sua obra: clica intencionalmente e depois amplia o que não foi intencional.
Altamente pessoal, a exposição apresenta o Last Floor Project que segundo o fotógrafo, é um registro e catalogação da cidade de São Paulo e seus habitantes, sempre do mesmo ponto de vista. Quase um voyeur, ele tem intenção de fotografar a paisagem urbana, mas conforme amplia as fotos feitas com lentes de 300-500 mm, revela ações corriqueiras como um banho de sol, uma série de exercícios ou mesmo o reflexo de um espelho. Por aí você percebe que não é apenas uma exposição fotográfica. A mostra conta ainda com objetos do cotidiano criativo do artista, como brinquedos, porcelanas, espelhos, roupas e mobiliário. Isso prova de que realmente há arte nos gestos mais banais, na vida comum emoldurada pelas janelas. Vale a pena conferir.
Galeria Zipper: Rua Estados Unidos, 1494 Jardim América, São Paulo, tel.: 11 4306 4306.







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