15/09
Por: Sarah Oliveira
Na: Quarta-feira

Fazia tempo que eu não ouvia Virgínia Rosa. E, pasmem!, tava ouvindo a rádio Eldorado quando tocou a bela versão dela para “Samba a Dois”, de Marcelo Camelo. A música na voz dela é acompanhada de percussão com direito a bandolim e piano. Tinha mesmo de ser a faixa de abertura do disco — de mesmo nome — que ela lançou há 4 anos.
Esse disco tem regravações inspiradas em Cartola, Baden Powell e fados de MadreDeus e, na época de seu lançamento, ainda me fez o favor de apresentar Luisa Maita com suas composições “Madrugada” e “Amado Samba” — graças a isso, hoje acompanho Luiza com prazer e, inclusive, soube que ela fez um show incrível recentemente no Teatro Rival no Rio.
Conheci Virgínia através de Ná Ozzeti. Sempre fui fã de Ná e de tudo que a cerca, então corri atrás dessa “nova cantora”… Comprei o CD “Batuque”. Achei o máximo ela ter gravado Lenine, meu “mestre”: “A Ponte” ganhou Simone Soul na batera e Marcos Suzano na percussão. Lembro que me chamou a atenção o fato de ela ter “as manhas de brincar” com várias vertentes da música: maracatu, rock’ n’ roll bluseado, samba, baião, enfim… Ali também tinha Chico Science e Itamar Assumpção (é claro — mais pra frente fiquei sabendo que foi com o Itamar que ela começou).
Por tudo isso, recomendo a audição de Virgínia Rosa a quem ainda não conhece. Se você não conhecia, vá lá e depois me conte o que achou.
P.S.: Neste vídeo, Virgínia canta “Amado samba”, música de Luisa Maita.







Tag: Chico Science 
