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06/10

Por: Sarah Oliveira

Na: Quarta-feira

Música de criança


Hoje, quando me sentei para escrever, reli meu último post e lembrei algo que me fez sorrir – sei que ainda vou falar muito de música por aqui.


Tem coisa melhor do que observar uma criança curtindo muito o que está ouvindo e descobrindo novos sons? Eu ainda não tenho filhos, mas tenho afilhados e sobrinhos e o setlist todo pronto na minha cabeça. Meu filho ou filha vai “ter que” ouvir Chico Buarque, Beatles, Lenine, Flaming Lips, REM, Céu… Claro que se ele ou ela não gostar de algum desses eu ainda terei outras opções incríveis! (risos)


Outro dia a filha de um amigão meu, que é baixista, disse a ele: “Pai, hoje eu passei a manhã inteira ouvindo esse disco aqui (Abbey Road, clássico dos Beatles) e a música de que eu mais gostei é essa  aqui (Octupus’s Garden). Mas não é o Paul e nem o John quem canta, tenho certeza!”

E meu amigo respondeu, todo feliz: “Tá certa. É o Ringo, Clara…”


Ah… se fosse minha filha, acho que eu morreria de orgulho. Para finalizar ainda teve o charme de perguntar: “Pai, música é instrumento pra marcar o tempo?” E ele respondeu: “Só se for ruim, filha, porque música boa dura pra sempre.” Ela, obviamente, como toda criança esperta, disparou: “E como mede o ‘pra sempre’, pai?”


Êita! As crianças falam coisas simbólicas sem ter noção! Isso é inspirador, mesmo.


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15/09

Por: Sarah Oliveira

Na: Quarta-feira

Por que ouvir Virgínia Rosa


Fazia tempo que eu não ouvia Virgínia Rosa. E, pasmem!, tava ouvindo a rádio Eldorado quando tocou a bela versão dela para “Samba a Dois”, de Marcelo Camelo. A música na voz dela é acompanhada de percussão com direito a bandolim e piano. Tinha mesmo de ser a faixa de abertura do disco — de mesmo nome — que ela lançou há 4 anos.


Esse disco tem regravações inspiradas em Cartola, Baden Powell e fados de MadreDeus e, na época de seu lançamento, ainda me fez o favor de apresentar Luisa Maita com suas composições “Madrugada” e “Amado Samba” — graças a isso, hoje acompanho Luiza com prazer e, inclusive, soube que ela fez um show incrível recentemente no Teatro Rival no Rio.

Conheci Virgínia através de Ná Ozzeti. Sempre fui fã de Ná e de tudo que a cerca, então corri atrás dessa “nova cantora”… Comprei o CD “Batuque”.  Achei o máximo ela ter gravado Lenine, meu “mestre”: “A Ponte” ganhou Simone Soul na batera e Marcos Suzano na percussão. Lembro que me chamou a atenção o fato de ela ter “as manhas de brincar” com várias vertentes da música: maracatu, rock’ n’ roll bluseado, samba, baião, enfim… Ali também tinha Chico Science e Itamar Assumpção (é claro — mais pra frente fiquei sabendo que foi com o Itamar que ela começou).


Por tudo isso, recomendo a audição de Virgínia Rosa a quem ainda não conhece. Se você não conhecia, vá lá e depois me conte o que achou.



P.S.: Neste vídeo, Virgínia canta “Amado samba”, música de Luisa Maita.


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