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14/01

Por: Fernanda Torres

Na: Sexta-feira

As Canções Que Você Fez Pra Mim


Nada mais inspirador do que a música. A música não pede passagem, ela entra pelos poros, pelos buracos do ouvido, se infiltra que nem água nos nossos sentidos, como os cheiros que também provocam lembranças involuntárias na memória da gente.


Eu demorei a descobrir Bob Marley. Quem me apresentou o cantor foi um namorado que tive nos meus tenros vinte e três anos. Nos conhecemos em Óbidos, a cidade medieval portuguesa, filmando O Judeu. O filme parou por problemas financeiros e decidimos aproveitar o entreato profissional para conhecer o Marrocos. Alugamos um carro e dirigimos até Marrakesh. Passamos pela Espanha, pelo Estreito de Gibraltar e adentramos o mundo árabe pela primeira vez em nossas vidas.


Me lembro das longas estradas ladeadas pelo deserto e a voz do genial jamaicano explodindo no toca fitas: “No sun will shine, in my day today…”


Desde então, todas as vezes que escuto Concrete Jungle, a imagem do carro, do sol e do deserto me invadem a mente. Mais de vinte anos se passaram e aquele breve momento de descoberta da juventude, do reagge, do amor, do exotismo do mundo ficaram congelados na minha memória como exemplo maior de liberdade, potência e vida.


É impossível prever quando um instante desses ficará para sempre marcado nas infinitas conexões cerebrais que dão corpo ao que a gente chama de alma. As mais profundas ocorrem assim, por acaso, sem que a gente planeje.


Que muitas delas aconteçam nesse ano de 2011 e nos inspirem pelo resto da existência.


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11/01

Por: Editor Brastemp

Na: Terça-feira

Um verão refrescante!


São três meses de dias longos, radiantes e de muito calor. As tardes terminam com o astro rei lá no alto, olhando pra nós e insistindo em ficar mais um pouquinho. É tempo de tomar água de coco, se refrescar com sorvete, fazer um penteado pra deixar a nuca de fora, e do delicioso dolce far niente na praia.


No guarda-roupa, muita cor, tecidos leves e peças lânguidas. A verdade é que a gente muda a rotina nessa estação. Dá mais vontade de viajar, praticar esportes ao ar livre e encontrar os amigos. E até a decoração da casa ganha novos ares no verão! Saem de cena as mantas, colchas felpudas e tapetes e entram os xales, colchas em patchwork e detalhes artesanais, que deixam o ambiente mais leve e alegre.



Mas fica complicado preparar aquele jantar para a turma, ou curtir uma sessão de cinema em casa sem suar em bicas, né? E um condicionador de ar é essencial pra aplacar o calor e garantir que o verão seja curtido plenamente. A questão é como combinar este conforto ao estilo da sua casa. Pensando nisso, a Brastemp lançou o Split Brastemp Clean, com design fino, discreto e moderno. Seu acabamento em vidro garante elegância e se integra a variadas decorações.



O Split possui um exclusivo sistema limpa filtro e um display digital de temperatura em LCD. Se você adora dormir no friozinho, mas prefere que a temperatura suba no meio da noite, é só personalizar sua configuração favorita. E ao chegar em casa naquele calor do Saara, dá pra acionar o modo turbo, que resfria instantaneamente o ambiente para 18 °C. E a melhor parte: tudo isso com baixo ruído para não atrapalhar a trilha sonora das suas noites de verão. Saiba mais aqui.


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07/01

Por: Fernanda Torres

Na: Sexta-feira

São Paulo Para Menores


Passei o fim de ano em São Paulo com a família. Estava tudo fechado, até a bela Fundação Oscar Americano. A chuva me impediu de ir ao Zoológico e tive que me virar como pude.


Minha família se mudou do Rio de Janeiro para São Paulo quando eu tinha dois anos. Só retornamos para Ipanema três anos depois, em 1970. Minhas primeiras lembranças de infância são da casinha geminada da rua Paulistânea e dos passeios com meu pai pelo Instituto Butantan.


Trinta anos se passaram, eu tive meus filhos e só fui entender a dificuldade de entreter os pequenos no domingão paulistano quando passei a fazer tournée com teatro na capital durante fins de semana. O Rio tem defeitos infinitos, mas qualquer esquina tem uma floresta, uma cachoeira, um mar ou uma areia para os pequenos gastarem as energias e os pais se revigorarem.


Além dos clubes, para os quais não tenho acesso e das cada vez mais impressionantes academias de ginástica, que estavam em recesso infantil, só me sobrou a inspiração do meu paizão.


Arrastei os moleques para o Butantan. As antigas piscinas, que deixavam as cascavéis estressadas, expostas no azulejo, se transformaram em jardins com rios e tocas. As Sucuris, Jibóias e Calangos são bastante impressionantes e garantiram a tarde.


Curioso vir até a selva de concreto chamada São Paulo para ver cobras e lagartos. A Estação Ciência era outro programão inspirador para a petizada, mas decaiu muito. Tomara que revertam o quadro. Quando voltar vou ao Catavento, que dizem que é o novo museu de ciência, a conferir.


Uma carioca como eu está sempre atrás de um mato, como a musica do sertanejo de Gilberto Gil e Dominguinhos:



Por ser de lá,


Do Sertão,


Lá do Cerrado,


Lá do Interior do mato,


Da Caatinga do roçado.


Eu quase não saio,


Eu quase não tenho amigos,


Eu quase que não consigo,


Ficar na cidade


Sem viver contrariado.


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06/01

Por: Henrique Fogaça

Na: Quinta-feira

A raiz do Brasil


O ano está apenas começando e a minha idéia para 2011 é focar o meu trabalho ainda mais na origem dos ingredientes, conhecer sua procedência e percurso, além de todas as suas possibilidades, para poder aproveitar o que cada produto tem de melhor.


Em geral, as pessoas que frequentam restaurantes ou contam com uma cozinheira em casa tem pouco contato com o produto que está à sua mesa, prestando atenção apenas ao sabor, aparência e prazer que ele proporciona naquele momento.


Uma das grandes tendências da gastronomia atual é conhecer e acompanhar todo o percurso que o ingrediente faz até chegar à mesa do comensal. É muito legal fazer esse caminho inverso, pois ficamos mais conectados com a natureza, com a origem do alimento que comemos e temos mais controle da qualidade. Dentro deste pensamento gostaria de falar de um produto que eu gosto muito, pois é versátil, gostoso e é a cara do Brasil: a mandioca. Dela fazemos a farinha, o polvilho, o sagu, a tapioca e também podemos servi-la frita, assada… A farinha da mandioca pode ser consumida por pessoas que não podem comer glúten, o que amplia ainda mais o potencial deste ingrediente. A mandioca proporciona um universo de possibilidades!


Mesmo sendo um produto típico, saboroso e versátil, ainda é pouco disseminado na cultura do país, mesmo sendo chamado por alguns como a raiz do Brasil.


Neste vídeo que segue é apresentado o processo artesanal da elaboração da farinha de mandioca, no qual permanece o sabor e as qualidades nutricionais da mandioca, ao contrário daquela industrializada. Tudo é feito de maneira simples, em um ambiente rústico, em que a tradição e a técnica preservam o que há de melhor e mais inspirador nesta raiz que a terra nos deu de presente.


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04/01

Por: Editor Brastemp

Na: Terça-feira

Sua cidade na ponta do lápis

Para você, como deve ser um ano inspirador? É bom pensar nisso bem no início dele e já começar a colocar em prática suas promessas de ano novo. Sabemos que a maior parte das pessoas sonha em viajar mais e desbravar esse mundão. É uma pena que a gente viva só até o primeiro centenário (sorte de Juana Rodríguez, que já tem 125 anos!) e fica quase inviável conhecer tudo!


Foi pensando em mostrar as principais metrópoles do mundo por meio de desenhos que Gabi Campanario, jornalista e ilustrador espanhol radicado nos EUA criou o Urban Sketchers, grupo que reúne ilustrações de viajantes e moradores de diversas cidades. Gabi criou um Flickr em 2007 e desde então, convida as pessoas a registrarem, com suas impressões sobre a particularidade dos seus lugares favoritos. Os viajantes disponibilizam seus cadernos de desenhos, sketch books em inglês, esboços dos registros que fizeram mundo a fora.


Ilustração de Joseph Lapostolle – Paris / Pessoas em café



São Paulo ganhou uma ilustração da Estação da Luz, de um poste (e como tem postes em Sampa!), do Teatro Municipal, do Bairro da Liberdade e até da Estação Artur Alvim. Sobre esta experiência, o sketcher João Pinheiro relata: “Parei esses dias para desenhar em frente à estação do metrô Artur Alvim. Precisava de referência para uma HQ que estou fazendo e aquele lugar parecia perfeito. Apesar de passar ali quase todos os dias nunca tinha olhado de verdade para aquela paisagem, aliás deixamos de olhar verdadeiramente para muitas coisas. Durante o tempo que estive ali em pé desenhando, vi pessoas correndo pra lá e pra cá, rindo, velhos, crianças, vi as lojas e bares e até conversei com um senhor que parou pra olhar o que eu estava fazendo”.


Ilustração de João Pinheiro – São Paulo / Estação da Luz



Se você fosse desenhar uma parte da sua cidade favorita, qual seria? Vale lembrar de algum lugarzinho escondido, que você descobriu! Conta pra gente aqui nos comentários.


Ilustração de Cathy Gatland – Joanesburgo / Banca de frutas


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03/01

Por: Rosana Hermann

Na: Segunda-feira

O mundo dá voltas



A gente passa uma vida no planeta Terra sem entender direito como passam os dias e os anos. No vídeo acima você pode ver o modelo da Terra girando em torno de si, levemente inclinada em seu eixo e orbitando em torno do sol, em trajetória elíptica. E, com o detalhe: a órbita elíptica também se altera a cara ano que passa. Se você ficar com preguiça, já que estamos no começo do ano de 2011, veja só o começo e pule para este outro vídeo, um dia na Terra.



O modelo é simples e muito didático. A narração em inglês é clara e bem ritmada. De qualquer forma, as imagens nos hipnotizam e, de uma forma bem confortável, leva nossa imaginação a viajar pelo espaço.


Mesmo sabendo conceitos tão básicos sempre é possível aprender alguma coisa nova, abrir novos horizontes na nossa mente. Ainda mais agora, que um ano novo nasceu.


Feliz ano novo.


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