Retrato de um País

Se você acompanha sempre meus posts, já deve ter percebido que sou apaixonado por cadeiras (http://www.assimumabrastemp.com.br/2011/07/entre-sente-e-fique-a-vontade/) e pelas inspirações vintage, retrô (http://www.assimumabrastemp.com.br/2011/06/antiga-inspiracao/) e das tradições brasileiras no design e da decoração. Por isso, nesta semana, quero compartilhar a história e o trabalho de um dos maiores, senão o maior, designer de móveis que o Brasil já teve: Sérgio Rodrigues.

Sérgio, que aos 84 anos segue produzindo em seu escritório no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, pode ser considerado o pai do moderno design de móveis brasileiros. Suas criações são conhecidas e premiadas em todo o mundo. A mais famosa é a poltrona mole, que você já deve ter visto.

Com a estrutura em madeira de lei maciça e as percintas de couro segurando o estofado, a poltrona mole alia o conforto ao estilo, e não por acaso é a peça mais conhecida de Sergio. Sua inspiração é misturar os traços do modernismo da arquitetura, de nomes como Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha à cultura tradicional brasileira, com muita influência indígena. Daí o nome que deu à sua loja: Oca.

Para Lúcio Costa, o genial urbanista que projetou Brasília, o design de Sergio Rodrigues “faz coexistir o Brasil-brasileiro com o Brasil de Ipanema e com o Brasil da industrialização paulista.” Niemeyer, que desenhou os prédios de Brasília, chamou Sergio para fornecer o mobiliário para os prédios públicos como o Palácio do Planalto. Além de desenhar os móveis, ele se destaca pelo seu planejamento de interiores, pensando na ambientação, cenografia e decoração.

Se hoje o design brasileiro é consagrado em todo o mundo, isso, se deve à Sergio Rodrigues, que desbravou o território internacional ao vencer a IV Bienal do  Móvel de Cantu, na Itália. A grande lição que Sergio nos deixa é: ele nunca se rendeu aos modismos da época, buscando sempre um estilo próprio, que se tornou atemporal.

Gostou? Você pode ver a linha completa de móveis no site do Sérgio! Imagina ter uma peça deste mestre na sua casa? Confira aqui (http://www.sergiorodrigues.com.br/)!

Entre, sente e fique à vontade!

Já reparou que sentar é sempre o começo de tudo? E é sem dúvida o meu começo também. Sou incapaz de precisar o início dessa fascinação desmedida pelas cadeiras. Mas o que posso garantir é que essa forma simples, limpa e esculpida especialmente para acomodar o corpo com muito conforto não fascina só a mim, não. Quem trabalha ou estuda design sabe que existe uma atração especial dessas criaturas pelas cadeiras.

1) Wassily chair de Marcel Breuer 2) Diamond chair de Harry Bertoia 3) LAR, DAR and RAR de Charles e Ray Eames

Mas não me pergunte o por que. Aliás, esse já foi tema de discussões intermináveis entre meus colegas arquitetos e designers de interiores e nem preciso dizer que já esperei muito sentado por uma resposta e, nada! Nada além dessa paixão avassaladora que entendo como fascinação e já li em algum lugar que é o que separa o bom do ótimo e o comum do carismático, do objeto que você gosta para o que você não consegue esquecer.

1) Diz Sergio Rodrigues  2) Cadeira São Paulo de Carlos Motta

1) Cadeira Paulistano de Paulo Mendes da Rocha 2) Cadeira Circa 1950 Jacarandá de Joaquim Tenreiro

Mas tenho o palpite de que, entre forma e função, as cadeiras, mais do que qualquer outra peça de mobiliário, são as que mais podem ter a sua forma alterada, às vezes até formas que confundem, por alguns segundos, a sua interpretação como cadeiras, mas sempre preservando a sua função, ou não! Como o móvel faz parte do ambiente que desenhamos, fica a dica: a cadeira não precisa ser usada apenas para sentar, já vi e a usei como mesa lateral, base para quadros, apoio de cabeceira e até mesmo para emoldurar parede.

Desenhar uma cadeira é quase tão difícil quanto projetar uma casa, já dizia o arquiteto alemão Mies van der Rohe. Talvez, por instigar esse desafio, essa peça tem sido tão submetida aos sonhos dos designers, seja pela curva particular de um encosto, a particularidade da ergonomia, a torção de uma perna, o ângulo de um banco, a forma quase escultural ou apenas pela simples função, uma coisa é certa: essa peça tem capacidade de fazer do pouco, muito. E um dia, finalmente, saberemos o que torna um modelo mais cativante que o outro. Talvez não. Talvez seja exatamente esse mistério o que nos fascina tanto.

Casa Vestida

Hoje vai uma dica para quem quer mudar a decoração da casa, mas não quer investir muito nisso.

Você pode apostar em tecidos para criar uma nova roupagem e reinventar absolutamente tudo! Colchas, almofadas, paredes, cabeceira de cama, móveis, objetos, cúpulas de abajures e painéis de madeira. Assim é possível até pensar em mudar a casa a cada estação. O que não dá para imaginar é em ter uma casa, sem que nos ambientes, ao menos um móvel seja estofado.

O que não falta no mercado são opções de padrões, cores e texturas surpreendentemente tramadas com fibras sintéticas ou naturais. E como na maioria das vezes o tecido tem um valor mais baixo do que o papel de parede, vale usar a criatividade e investir em tecidos como jacquards, chenille, maquinetados, rústicos, rendas, voil, organzas, matelasse, estampados e black-out que a cada temporada ganham estampas exclusivas, lavagens especiais e aplicações artesanais.

Isso porque, se puxarmos um fio da história dos tecidos, ela sempre estará relacionada a metros e metros de tramas em que o toque, a estampa, o luxo e a procedência das fibras, sempre foram sinônimos de status, afinal, não restam dúvidas de que tecidos bem aplicados na decoração tem mesmo o poder de transformar um ambiente. Então, aproveite para se inspirar nestas idéias antes de criar as suas e boa sorte!

Antiga inspiração

O conceito de  vintage nos transporta instantaneamente à lembranças de família. Por meio de um resgate de tempos que não voltam, ele traz a tona memórias e emoções da infância, e é daí que emerge o sentimento de conforto.

É quase imediato associarmos uma decoração inspirada no vintage com a casa da nossa avó. E, convenhamos, não há lugar no mundo mais confortável e aconchegante que essa casa cheia de doçuras.

Mobiliários provenientes de herança de família, que passam de geração a geração, tem um valor sentimental. A decoração vintage faz valer a força da tradição, das nossas raízes.

Muitos acreditam que vintage e retrô são a mesma coisa. Mas são conceitos diferentes. O vintage é um item antigo que tem um estilo que ficou notório em sua época. Já o retrô é um conceito que se inspira design do passado para criar um produto novo, alinhado às necessidades dos dias de hoje.

Devemos transformar nossa casa em um refúgio de inspiração, que transborde nossa personalidade. E utilizar peças com referencias retrô certamente imprimem personalidade e estilo à decoração.

A Brastemp foi buscar neste universo referências para compor a Família Retrô, com uma geladeira e um fogão que enchem os olhos.  Essa combinação de design e funcionalidade, somada ao resgate do antigo, mas com o olhar totalmente voltado para a tecnologia, é muito inspiradora. O mundo muda, mas nossas memórias afetivas permanecem!

Família retrô

Quantas vezes você já acordou com saudades de tempos que não voltam mais? Tem dias que a gente só queria reviver as férias na casa da vovó, com aquele bolo de fubá fumegante, apoiado na beirada do fogão. E aquela nostalgia que bate das suas coleções de infância? Figurinha, selo, moeda… são tantas lembranças daquelas vezes que você foi pentelhar o vizinho atrás de uma lata importada, que faria toda a diferença na sua coleção. Também tem gente que sente saudade de uma época em que ainda nem era nascido. E vive de garimpar objetos do passado, apostar em um topetão anos 50 e desfilar por aí num Cadillac lustroso.

Foi pensando em trazer de volta a sensação de conforto e que as lembranças de outrora nos proporcionam, sem esquecer das necessidades dos dias de hoje, que a Brastemp ampliou a linha retrô, que antes possuía o Frigobar, e agora passa a contar também com Refrigerador e Fogão. Os produtos trazem cantos arredondados, puxadores externos salientes e o logo do esquimó, símbolo da marca nos anos 60, combinado à melhor economia de consumo de energia do mercado. As belezinhas chegam ao mercado em vermelho, amarelo e preto.

O refrigerador frost free traz porta-latas e cestinha de frutas removíveis, além de possuir controle eletrônico externo, compartimento extra-frio e espaço para congelados especiais. Tudo isso com uma capacidade de 352L. O fogão tem quatro bocas e abas removíveis, para você fazer charme exibindo seus quitutes para as visitas. O baksplash, que fica na parte de trás do fogão, tem perfume vintage e ainda evita respingos na parede. Com a cara da década de 1950, o fogão tem performance digna da segunda década dos anos 2000, como a mega-chama e a função grill, que auxiliam na sua missão de super-chef.

Se você começou a ter espasmos e a suar frio, fique tranquilo, retro addicted. O lançamento dos novos produtos da família Retrô acontecem em março!

Preto que te quero preto

O Henrique falou em seu último post (http://www.assimumabrastemp.com.br/2010/10/preto-no-prato/) que sair do óbvio na cozinha não é muito fácil, mas é possível. Daí a gente pensou: além da culinária, de que outras maneiras podemos transformar a nossa  cozinha em um laboratório de inventividade e inspiração? A resposta está na decoração!

O Decoração Blog ensinou que é possível usar latas para expor com charme as escumadeiras e conchas, confira aqui (http://www.decoracaoblog.com.br/2010/10/07/lata-em-casa/). O Arthur também nos lembrou no mês passado que a cozinha hoje é um local de entretenimento e convívio social, aqui (http://www.assimumabrastemp.com.br/2010/09/cozinha-na-sala/).

A Brastemp, apaixonada confessa por esse cômodo de onde saem pratos fumegantes e suculentos, trouxe a linha All Black para tornar a sua rotina mais…preta. Preta? Antes de completar a frase você já pensava em colorida? Veja bem, a gente adora uma cozinha branquinha, clean, aquela cibernética, com tudo prata e também as retrozinhas, com o colorido que você esperava na última frase. Mas olha só, quem escolhe uma geladeira preta, não está só optando por uma cor. Está mostrando que tem personalidade, é antenado e, principalmente, que ama design. E a modernidade não fica só na cor! A geladeira em cima com freezer embaixo traz ao alcance da mão o que você mais usa, além de funcionalidades como bar expert, gelo fácil, timer, teclas pré-programadas, etc. Agora que você já sabe como utilizar o arroz preto, corre pro seu fogão preto e surpreenda os sentidos! Faz bem pra alma, né Henrique?

Preto no prato

Inserir novidades na rotina sempre faz bem e inspira. Que tal sair do óbvio na sua lista de compras do supermercado? Tem um ingrediente que gosto muito de usar e apesar de estar começando a ficar famoso entre os cozinheiros, ainda é um alimento incomum na mesa dos brasileiros. Mas ele merece um lugar na sua dispensa porque é muito nutritivo, saboroso e versátil e, a melhor parte, é produzido no Brasil.

O arroz negro tem mais proteínas e menos caloria que o arroz integral e pode ser usado de várias formas na cozinha. No meu caso faço como acompanhamento para o atum semi-cru porque ele fica muito bom combinado com peixes e frutos do mar, mas pode também compor uma salada ou risoto de grãos.

O modo de preparo pode ser o mesmo para qualquer receita que você fizer com ele. A técnica é importante como em todos os processos de cozimento, para não ficar duro ou empapado. O bom é aquele que fica al dente.

Desde que descobri a família Ruzene, pequenos produtores de Pindamonhangaba, me apaixonei pelo arroz negro. Muitas pessoas acham que o arroz é feito com a tinta de lula, mas ele é naturalmente preto.

Sair do óbvio na cozinha não é muito fácil, mas é possível e faz bem pra alma. Tente essa receita prática para fazer em casa. Introduza cores novas e inesperadas nos alimentos e na sua vida!

Ingredientes

1kg de arroz negro

1 cebola roxa

1 dente de alho

100 ml Óleo de Canola

Modo de Preparo

Refogue o alho e a cebola.  Acrescente o arroz e cubra com água na panela de pressão. Cozinhe por 8 minutos na pressão. Tempere a gosto.

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Já pensou em olhar mais para o céu? Acesse aqui (http://www.youtube.com/watch?v=niYDLivMXZ0).

Cozinha na Sala

Lembro-me claramente quando o homem chegou à lua… era bem criança, a saber… e no futuro próximo, Marte, Júpiter, ocupar Saturno e se alimentar com pílulas sabor lasanha ou estrogonofe. O futuro chegou, nada aconteceu e o homem surpreendeu as previsões novamente.

Nos anos 80 a geração yuppie possuía minúsculas e equipadas cozinhas que mais pareciam aquelas que vemos nos aviões. Quem não se lembra de “9 ½ semanas de amor” dos filmes de Peter Greenway ambientadas por Andree Puttman? Havia urgência na vida e o tempo originalmente dedicado a preparar as refeições era usado para trabalhar e consumir. O século XXI chegou, o mundo não acabou, o famoso e monstruoso computador HAL de “2001 uma odisséia no espaço” virou IPAD e, quem diria, é na cozinha que o homem moderno busca diversão.

Tenho acompanhado e admirado bem de perto essas transformações. Cada vez mais homens e mulheres bem sucedidos profissionalmente, ocupados até a tampa, encontram na elementar arte de preparar as refeições o merecido e inspirador lazer. Hoje a cozinha é para entretenimento, para reunir a família e amigos, nada muito diferente do que nos velhos tempos, não fosse o cozinheiro ser o dono da casa.

Como resultado os eletrodomésticos estão cada vez mais sofisticados e belos, visto que a sala é uma extensão da cozinha, ou a cozinha é uma extensão da sala. Quem recebe também cozinha e é o protagonista. O “chef” e não quer ficar isolado na outrora longínqua cozinha. Mais do que isso, quer que os comensais reconheçam seu bom gosto e conhecimento técnico na escolha dos eletrodomésticos, talheres e caçarolas, além de, é claro, aplaudi-lo no final da refeição.

Mesmo que tudo isso sugira modismo passageiro, há uma questão irreversível; a cozinheira outrora presente na infância e nos lares das classes A e B virou ingrediente raro. Os alimentos pré-preparados, congelados, deram lugar aos orgânicos, frescos e saudáveis e isso não me parece modismo.

Vamos conviver cada vez mais com as cozinhas nas nossas salas, coisa muito comum nos países da Europa e EUA. Sinal dos tempos e da transformação da nossa sociedade. Que tal??