Deuses gregos em São Paulo, a coleção do museu Pergamon de Berlim

A civilização mais importante da antiguidade e também a mais influente de toda a história será tema da nova exposição da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), que pela primeira vez traz ao Brasil uma coleção de 200 peças de arte greco-romana.

O deus Apolo medindo 2,2 metros observa o Panteão Grego, em forma circular, contendo a retratação de doze deuses do Olimpo. Este será o cenário da mais nova exposição do Museu de Arte Brasileira da FAAP: Deuses Gregos. Coleção do Museu Pergamon de Berlim, programada para ir até 26/11. Este acervo de arte greco-romana, um dos mais importantes do mundo, é parte da coleção do Museu Pergamon de Berlim e a exposição é fruto da parceria da FAAP com o governo brasileiro na área de intercâmbio cultural entre o Brasil e a Alemanha, a Copa da Cultura. A parceria realizada ao longo de 2006 é promovida pelo Ministério da Cultura.

A Grécia sempre seduziu gerações, marcada por seus grandes pensadores, por arquitetos que criaram estilos copiados no mundo inteiro, pela criação da Democracia e do Teatro. Sua mitologia continua encantando crianças, jovens e adultos e será retratada por meio de peças em mármore, bronze e barro queimado, mostrando a dimensão e o efeito real que as obras greco-romanas tinham em seu tempo.

O público terá a chance de conferir de perto imagens de deuses, dádivas preciosas, santuários, além de aspectos do antigo ritual e da música oferecidos às divindades gregas. Esculturas dionisíacas serão mostradas em um jardim de uma vila romana, onde poderão ser apreciadas entre árvores reais e fontes de água.

Nunca uma exposição tão expressiva de arte greco-romana deixou o museu de Berlim. Nesta sua primeira trajetória, 15 pesquisadores trabalharam na descrição e na pesquisa das peças, orientadores por dois curadores: a arqueóloga alemã Dagmar Grassinger e o antropólogo brasileiro Tiago de Oliveira Pinto. Serão aproximadamente 22 toneladas de obras de arte, distribuídas em 80 caixas com o total de 90 metros cúbicos a deixarem o Museu de Berlim com destino a São Paulo. Dentro delas, Aphrodite, Artemis, Apollo, Dionísio, Zeus, Poseidon e escultura em mármore de um Pan junto a um hermafrodita, entre outras representações de deuses, heróis e semi-deuses gregos.

Antiguidade Greco-Romana

Muito mais do que demonstrar através das peças o esplendor do mundo da antiguidade greco-romana, a exposição pretende traduzir este universo ao visitante brasileiro. O curador Tiago de Oliveira Pinto lembra que o mergulho profundo na cultura da antiguidade greco-romana tem importância para a compreensão da civilização ocidental, da qual o Brasil também faz parte. “A familiaridade que temos com a cultura grega está, por exemplo, na ligação direta do transcendental com as coisas práticas da vida, a união de religião e ciência e a importância do corpo humano como parâmetro estético em nossas vidas”, comenta.

Tiago lembra ainda o aspecto da identificação que os brasileiros terão com as grandes famílias dos deuses gregos, que se assemelham aos mortais em seus anseios, suas relações de parentesco, amizades, brigas e ciúmes. “O fato de podermos exibir uma coleção no Brasil é muito importante para nós, porque nos ajuda a olhar sobre o nosso acervo com outros olhos, a organizá-lo e apreciá-lo de maneira diferente da que vínhamos fazendo há décadas”, acrescenta o Prof. Klaus Dieter Lehmann, presidente da Fundação Prussiana.

A coleção estará vindo diretamente da ‘Ilha dos Museus’, localizada no centro histórico de Berlim. O Museu do Pergamon é um dos cinco grandes museus localizados sobre uma ilha do Rio Spree, é patrimônio histórico da humanidade da Unesco e faz parte da Fundação Cultural Prussiana.

Deuses Gregos. Coleção do Museu Pergamon de Berlim’

Data: de 21/08 a 26/11

Local: Museu de Arte Brasileira da FAAP (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis)

Horário: 3ª a 6ª feira, das 10h às 20h, sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h

Informações:(11) 3662.7198

Visitas Educativas: agendamento (11) 3662.7200

Entrada Gratuita

Fonte: aomestre.com.br

Centro Cultural Banco do Brasil apresenta “Novos Olhares sobre a Música”

O Projeto Novos Olhares sobre a Música tem como proposta resgatar a sensibilidade e desenvolver a segurança musical, despertando o gosto pela música erudita através de conceitos básicos, porém essenciais. De maneira prática e dinâmica, agora em dois horários, de manhã e à tarde, no CCBB/SP.

Há 03 anos o Centro Cultural Banco do Brasil vem desenvolvendo um trabalho integrado na área educativa, investindo em cultura para todas as idades e gratuitamente, mediante inscrição antecipada. São cursos ministrados por professores graduados como é o caso do “Novos Olhares sobre a música”, que pretende resgatar e desenvolver a sensibilidade, acrescentando conhecimentos musicais importantes e fundamentais, de maneira prática e dinâmica.

A proposta é dotar os participantes de um “ouvido consciente e inteligente”, por meio do aguçamento da sensibilidade e do aprimoramento do conhecimento. Este ouvir com inteligência leva as pessoas a buscarem a qualidade da música, seja ela erudita ou popular. Informações sobre comportamento em diferentes salas de concerto, formação e organização de orquestras, os principais músicos e suas obras em cada período também serão abordados.

Segundo Clarice Miranda “o propósito do conhecimento da música não é só produzir um público bem informado e sim proporcionar um clima musical, no qual haja abertura e crítica, desenvolvendo habilidades musicais e estimulando as pessoas a serem mais sensíveis”. Para Liana Justus, uma platéia bem formada “é aquela que, ao entrar no teatro, conhece a composição de uma orquestra, seus instrumentos e a importância de um maestro”. A musicista destaca também a necessidade de “situar o compositor e o período da obra, além de identificar o estilo da música que está sendo apresentada”.

O Projeto Novos Olhares Sobre a Música, que acontece uma vez ao mês no CCBB/SP, apresenta temas abordados de forma cronológica, possibilitando aos participantes uma visão histórica da Música. Esse projeto tem a chancela da Secretaria Municipal de Educação que emite os certificados aos participantes.

Programação geral:

16/10 – O Modernismo – A revolução de conceitos nas artes. Diversas tendências. Heitor Villa-Lobos, o Bach brasileiro.

27/11 – A Nova Sonoridade da Música do século XX – Século XX: o século da criação e da diversidade de tendências. O grande encontro da música oriental com a ocidental. O nascimento da música popular. um novo referencial estético: a união do erudito com o popular. A novidade e a atualidade da música contemporânea erudita musical: Johann Sebastian Bach.

Novos Olhares Sobre a Música 2004

Aos sábados, das 10h30min às 13h e das 14h às 16h30min. GRÁTIS

Coordenação: Clarice Miranda e Liana Justus

Produção: Paula Amaral

Caso necessite de fotos é só nos contatar.

Inscrições pelo telefone (11) 3113 3649, de segunda a sexta, das 09h às 18h.

Os inscritos devem chegar meia hora antes do início do evento. Na ausência, a vaga será cedida ao público. Os encontros terão certificados no final do ano para aqueles que participarem de 75% dos eventos. Professores da Rede Municipal de Ensino receberão certificação da Prefeitura, e do Centro Cultural Banco do Brasil.

Número de vagas: 250 pessoas (125 por sessão)

Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro/SP – tel: (11) 3113-3651 /3652

Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 21h – www.cultura-e.com.br

fonte: aomestrecomcarinho.com.br

Cartunistas mostram “Artes do Saci” nas bibliotecas públicas

Para comemorar o Dia do Saci, Ziraldo, Ohi e Paulo Caruso, entre outros, mostram suas visões do perneta

Uma exposição no mínimo original começou dia 28 na Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, em São Paulo. Cerca de trinta artistas do cartunismo brasileiro, como Paulo Caruso, Ohi e Ziraldo, mostrarão seus trabalhos envolvendo o Saci-Pererê, cujo dia é comemorado no próximo dia 31.

De acordo com a produtora cultural Ana Maria Xavier, da Via das Artes, uma das organizadoras do evento, a idéia é que a exposição seja itinerante, ficando um mês em cada biblioteca municipal e passando por pelo menos uma biblioteca por região da cidade. Depois, a exposição seguirá para outras cidades.

“Trata-se do início de um trabalho de valorização da cultura nacional, onde cada artista mostrará suas visões do Saci”, afirma Ana. “É importante salientar que os trabalhos expostos nas bibliotecas serão réplicas dos trabalhos feitos nas mais diversas técnicas, de lápis de cor a computação gráfica. Os originais estão guardados para uma grande exposição em museu, que está sendo planejada”.

A exposição é uma realização da Sosaci – Sociedade dos Observadores de Saci, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e com produção da Via das Artes.

O que é a SOSACI

A Sosaci – Sociedade dos Observadores de Saci – (http://www.sosaci.org.br/) é uma entidade com o sério objetivo de divulgar e manter vivo o folclore brasileiro.

Criada em São Luis do Paraitinga em julho de 2003, a Socasi é uma ONC – Organização Não Capitalista – que reúne interessados em valorizar os mitos e as lendas brasileiras e difundir a tradição oral e a cultura popular. Seus integrantes acreditam no Saci, na Iara, no Boto, no Curupira, na Cuca, no Boitatá e demais entes do nosso folclore.

“Nessas épocas de ‘halloween’ e todo o tipo de bruxas globalizadas, é nosso papel manter vivas nossas figuras folclóricas”, afirma Mário Cândido, um dos diretores da Sosaci, lembrando que já é difícil conhecer uma criança hoje em dia que tenha ouvido falar em Curupira e Boitatá. “Mesmo o Saci, uma figura mais conhecida, a criançada já ouviu falar, mas não sabe muito bem do que se trata”.

Cândido teme que, se a geração atual não tomar nenhuma atitude, o folclore brasileiro pode simplesmente morrer. “E não teremos mais os personagens que fizeram parte da nossa infância, como a Iara, os sacis, curupiras e mulas-sem-cabeça, o que seria uma perda irrecuperável para a cultura brasileira”.

fonte: aomestrecomcarinho.com.br

Artes&Manhas no SESC Interlagos

Em comemoração ao Dia da Criança, o SESC Interlagos apresenta o evento Artes&Manhas, com uma programação mensal de circo, teatro, esportes de aventura, música, internet, RPG, literatura, brincadeiras e jogos, entre os dias 7 e 24 de outubro. A proposta convida o visitante a brincar, jogar, pular, dançar, divertir-se a partir da perspectiva do imaginário infantil. A entrada será gratuita para crianças até 12 anos, com inscrições antecipadas na Central de Atendimento.

Este evento especial, dedicado aos pequenos, integra a programação do SESC Interlagos e reforça sua vocação como um centro de referência em lazer, cultura, esportes e educação ambiental. Dentre as atividades realizadas de quarta a sexta-feira, estão peças teatrais infantis, apresentadas ao ar livre, na Praça Pau-Brasil; oficinas de inclusão digital e RPG na sala de Internet Livre; brincadeiras populares, jogos recreativos, cirandas e intervenções artísticas com o grupo Aqualoucos, no recanto das águas, um parque formado por chafarizes e aspersores, que proporcionam uma grande folia nos chamados brinquedos molhados; gincana de Caça ao Tesouro no Viveiro de Plantas; Musicais Viveiro Vivo, voltados para o público infantil; um Circo, com apresentações e oficinas; circuito de aventuras, com parede de escalada e falsa baiana no Bosque das Araucárias – um espaço ao ar livre, ideal para este tipo de atividade; oficina para confecção de brinquedos de sucata, na Ludoteca; canoagem recreativa no lago; jogos cooperativos no conjunto esportivo da unidade, composto por ginásio de esportes, 8 quadras poliesportivas, 2 quadras de tênis, 3 campos de futebol, 2 quadras de grama. sintética, pista de atletismo e trilhas para caminhada. Tudo isso com pipoca, algodão doce, sorvete e muito mais! Além de um trenzinho de passeio que divulga as atividades em meio aos 500.000m² da unidade.

Confira o horário da programação de 7 a 24 de outubro:

Artes&Manhas no SESC Interlagos

Em comemoração ao Dia da Criança, o SESC Interlagos apresenta o evento Artes&Manhas, com uma programação mensal de circo, teatro, esportes de aventura, música, internet, RPG, literatura, brincadeiras e jogos, entre os dias 7 e 24 de outubro. A proposta convida o visitante a brincar, jogar, pular, dançar, divertir-se a partir da perspectiva do imaginário infantil. A entrada será gratuita para crianças até 12 anos, com inscrições antecipadas na Central de Atendimento.

Este evento especial, dedicado aos pequenos, integra a programação do SESC Interlagos e reforça sua vocação como um centro de referência em lazer, cultura, esportes e educação ambiental. Dentre as atividades realizadas de quarta a sexta-feira, estão peças teatrais infantis, apresentadas ao ar livre, na Praça Pau-Brasil; oficinas de inclusão digital e RPG na sala de Internet Livre; brincadeiras populares, jogos recreativos, cirandas e intervenções artísticas com o grupo Aqualoucos, no recanto das águas, um parque formado por chafarizes e aspersores, que proporcionam uma grande folia nos chamados brinquedos molhados; gincana de Caça ao Tesouro no Viveiro de Plantas; Musicais Viveiro Vivo, voltados para o público infantil; um Circo, com apresentações e oficinas; circuito de aventuras, com parede de escalada e falsa baiana no Bosque das Araucárias – um espaço ao ar livre, ideal para este tipo de atividade; oficina para confecção de brinquedos de sucata, na Ludoteca; canoagem recreativa no lago; jogos cooperativos no conjunto esportivo da unidade, composto por ginásio de esportes, 8 quadras poliesportivas, 2 quadras de tênis, 3 campos de futebol, 2 quadras de grama. sintética, pista de atletismo e trilhas para caminhada. Tudo isso com pipoca, algodão doce, sorvete e muito mais! Além de um trenzinho de passeio que divulga as atividades em meio aos 500.000m² da unidade.

Confira o horário da programação de 7 a 24 de outubro:

Programação de 7 a 24 de outubro

Quartas a sextas-feiras

Caça aos Tesouros da Natureza: Jogo de Educação Ambiental – Viveiro

9h30min às 10h30min e 12h30min às 13h30min

Hoje tem Marmelada: Oficinas Circenses – Praça Pau Brasil

9h às 17h

Circuito de Aventuras Playground de Troncos e Cordas – Bosque das Araucárias

Bicicross – Bosque das Araucárias

Canoagem Recreativa – Lago

Esportes e Jogos Cooperativos – Quadras Externas e Campo de Areia

Internautas: Oficinas de Inclusão Digital – Internet Livre

Brinquedos e Brincadeiras: Oficinas Lúdicas – Ludoteca

Trampolim Acrobático, Travessia e Jogos de Mesa: Galpão de Criatividade

Jogos de Mesa Gigantes – Ludoteca

Trenzinho: Passeio interno. Ponto de saída: em frente ao Circo

Quintas-feiras

10h e 14h

Teatro&Educação – Teatro

10h e 14h

RPG: Jogos Interativos – Internet Livre

11h e 14h

Circo é Aqui: Apresentações Circenses – Praça Pau Brasil

11 às 16h

Aqualoucos: Brincadeiras e Intervenções Teatrais – Recanto Infantil

12h

Contação de Histórias – Ludoteca

15h

Musicais Viveiro Vivo – Viveiro

Vídeos Infantis – Sala 3 / Sede Social

Sábados e Domingos

9h30min às 10h30min

Hoje tem Marmelada: Oficinas Circenses – Praça Pau Brasil

9h às 17h

Circuito de Aventuras: Playground de Troncos e Cordas – Bosque das Araucárias

Canoagem e Tirolesa: Lago

Internautas: Oficinas de Inclusão Digital – Internet Livre

Brinquedos e Brincadeiras: Oficinas Lúdicas – Ludoteca

Trampolim Acrobático, Travessia e Jogos de Mesa: Galpão de Criatividade

Jogos de Mesa Gigantes – Ludoteca

Trenzinho: Passeio interno. Ponto de saída: em frente ao Circo

11h às 16h

Aqualoucos: Brincadeiras e Intervenções Teatrais – Recanto Infantil

11h

O Circo é Aqui: Apresentações Circenses – Praça Pau Brasil

Musicais Viveiro Vivo Viveiro

13h

RPG:Jogos Interativos – Internet Livre

14h

Contação de Histórias – Ludoteca

Domingo

13h

Teatro Infantil – Teatro

SESC Interlagos

Av. Manuel Alves Soares, 1100 – Parque Colonial

Quarta a domingo e feriados, das 9h às 17h30min

Ingressos de R$ 1,00 a R$ 10,00

Estacionamento R$ 4,00 a R$ 8,00

Informações: 5662-9500 / 9536 / 9537 / 9538 ou pelo 0800-118220

fonte: aomestrecomcarinho.com.br

Altares Paulistas

Uma mostra desse rico patrimônio artístico de São Paulo é a exposição Altares Paulistas, que estréia neste domingo (19) no Museu de Arte Sacra, da Secretaria de Estado da Cultura. O evento reúne pela primeira vez, cinco retábulos de diferentes regiões do estado que contam um pouco da história do barroco paulista. Retábulo é um construção de madeira, mármore, ou outro material que fica por trás e/ou acima do altar e que, normalmente, contém um ou mais painéis pintados ou em baixo-relevo.

Se, por um lado, o barroco paulista não primava pela dimensão e pela excessiva riqueza, tinha outros recursos como a imensa diversidades de cores. Integram a mostra os altares de Nossa Senhora da Luz, originalmente pertencente à estrutura da edificação do complexo Mosteiro Imaculada Conceição da Luz; Antiga Matriz de Santo Amaro (dois exemplares), Fazenda São Mathias, em Ilha Bela; e o da Capela da Fazenda de Piraí, da região de Itu.

Os retábulos pertencem ao final do século XVII e começo do século XVIII e poderão ser vistos em sua pintura original. Em todos, se encontra uma aparência que imita o mármore em vários tons de vermelho, azul, rosa, ouro e prata. A mostra irá proporcionar ao público conhecer e reconhecer o barroco paulista. Através das prospecções realizadas nas obras, foi possível se chegar às primeiras camadas de pinturas, surpreendendo inclusive pela profusão de cores.

Um ponto importante a ser ressaltado é o trabalho integrado entre a equipe de restauradores, do Museu e de historiadores renomados como Aracy Amaral, Carlos Lemos, Percival Tirapeli, José Roberto Teixeira Leite, Mozart Bonazzi e Benedito Lima de Toledo, que colaboraram na análise, estudo e pesquisa destas obras.

O Museu de Arte Sacra realiza esta mostra através do projeto Museu a céu aberto, que tem o patrocínio da Fundação BNP – Paribas Brasil.

Mostra Altares Paulistas

Data: 19/12 a abril 2005

Local: Museu de Arte Sacra

Av. Tiradentes, 676, Luz – Tels: (11) 3326.1373 / 3326.5393 / 3326.3336

Horários: 3ªa domingo e feriados, das 11h às 19h

Ingressos: R$ 4,00 adulto, R$ 2,00 estudantes

Com filipetas do Metrô Tiradentes: R$ 1,00

Idosos (acima 65 anos) e crianças (até 8 anos) – isentos.

Chocolate design para apaixonados por tipologia

Você que acompanha nosso blog sabe que somos apaixonados pelo design, em suas mais diversas formas, inclusive na gastronomia. E uma das facetas mais fascinantes e inspiradoras do design é a tipologia, arte e ciência da criação de fontes tipográficas, os diversos estilos de letras que vemos nos livros, revistas, publicidade e na tela do computador.

Alguns se apaixonam pelas possiblidades e pela beleza do desenho das letras. E é para estes apaixonados pela tipologia que o estúdio alemão de design Dynamo (http://shop.godynamo.com/products/dynamo-typocolate-1) criou barras de chocolate que trazem gravadas mensagens inspiradoras escritas com uma tipologia exclusiva, que descobrimos através do nosso blog parceiro Marketing na Cozinha (http://marketingnacozinha.com.br/2012/03/typocolate-dynamo-project/).

Cada uma vem com 240 gramas de chocolate premium meio amargo ou ao leite. Perfeita para dar de presente para o seu amigo designer ou aquele cliente que adora tipologia! Os Typocolates, como são chamados, podem ser comprados através do site do estúdio (http://shop.godynamo.com/products/dynamo-typocolate-1). Muito legal, não acham? Para quem vocês dariam de presente um chocolate destes? Conta pra gente nos comentários!

Saiba mais sobre tipologia

Existem milhares de estilos de fontes, cada um com sua personalidade, e os designers tem que escolher a mais apropriada para o seu trabalho. Uma peça mais clássica exige uma fonte tradicional, com serifas, como a Garamond (http://pt.wikipedia.org/wiki/Garamond) e a Times New Roman (http://pt.wikipedia.org/wiki/Times_New_Roman). Algo minimalista e clean pede fontes não-serifadas, como a Helvetica (http://pt.wikipedia.org/wiki/Helvetica), e um trabalho mais moderno pode usar a Futura (https://pt.wikipedia.org/wiki/Futura_(tipografia).

Na internet há diversos bancos de fontes com milhares de opções para você usar e dar mais personalidade e estilo aos seus textos, como o Open Font Library (http://openfontlibrary.org/). Mergulhe no incrível universo da tipologia!

Vida sem carro

Desisti de dirigir em São Paulo. Se a pergunta seguinte seria “como viver numa das maiores metrópoles do mundo sem carro?” eu inverto a lógica e pergunto: como viver numa das maiores metrópoles do mundo com um carro?

Trânsito caótico, violência urbana e uma indústria das multas que parece partir do pressuposto que o trânsito mais bagunçado do planeta funciona com a precisão de uma máquina. E além de tudo, dirigir nunca foi meu forte.

Ou seja, decisão tomada. Opt-out do trânsito de São Paulo.

E agora? Como proceder?

No início não é fácil, mas a internet móvel e os aplicativos para smartphones acabam por nos dar uma forcinha.

Por exemplo, o Google Maps (http://maps.google.com/). Além de indicar todos os caminhos e endereços, há alguns meses começou também a dar todas informações sobre as rotas de ônibus e demais transportes públicos de São Paulo. Transporte público em São Paulo não é dos piores do Brasil, não dá conta, mas não deixa de ser uma opção.

Táxi. São Paulo tem menos táxis do que precisa, mas ainda sim tem uma rede boa de cooperativas e muitos pontos de táxis com telefone espalhados pela cidade. Descobri recentemente um aplicativo (http://itunes.apple.com/br/app/moove-taxi/id441150234?mt=8)que te dá opções de táxis e cooperativas baseados na sua localização.

E para aqueles momentos em que realmente um carro é insubstituível, descobri que no Brasil tem uma empresa de carros compartilhados chamada Zazcar (http://zazcar.com.br/), que é a nossa ZipCar, que existe em todos os Estados Unidos e Europa. Com este serviço, você paga um plano mensal de horas de utilização de carros, recebe um cartão de acesso em casa e pode usar qualquer um dos veículos espalhados em estacionamentos pela cidade. A reserva dos carros é toda feita pela web.

Pois é, no final, tomar a decisão de viver sem carro foi mais difícil do que viver sem carro de fato. rs

Se mais pessoas abrirem mão de ter um carro só para elas, buscarem soluções inteligentes para o trânsito e contarem com a ajuda da tecnologia, nossa rotina nas grandes cidades vai ficar muito mais inspiradora. É o mundo digital facilitando e transformando nossa vida real.

Boa semana todos!

Bolsas pulam das páginas dos quadrinhos para a vida real

Como já mostramos aqui no blog, o design não só facilita nossa vida (http://www.assimumabrastemp.com.br/2011/12/como-o-design-facilita-nossa-vida/) como a pode deixar mais divertida (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/03/com-design-inspirador-e-divertido-sapatos-se-transformam/). E diversão não falta na linha de bolsas JumpFromPaper (http://www.jumpfrompaper.us/), que descobrimos através do blog Hypeness (http://www.hypeness.com.br/2012/03/bolsas-com-o-design-de-cartoon/) e simplesmente adoramos!

As bolsas, feitas em fibra de poliéster e ideais para carregar seu notebook, tablet e tudo mais que você precisa no dia a dia, brincam com a perspectiva e parecem ter duas dimensões, como se estivessem nas páginas de uma revista em quadrinhos. As cores vivas e os traços minimalistas reforçam a impressão de que elas saíram diretamente dos quadrinhos.

Elas foram criadas pela dupla de designers taiwanesa Chay Su e Rika Lin, que contam no seu site como tiveram a ideia enquanto conversavam, numa tarde qualquer. Começaram a desenhar esboços do que seriam as  bolsas dos seus sonhos, e uma ideia surpreendente surgiu: “como seria incrível se uma ilustração bidimensional feita a mão viesse à vida como uma bolsa de verdade!”

Elas trabalharam muito, explorando todas as possibilidades, e chegaram ao incrível design das JumpFromPaper, que quer dizer “pular do papel”. As bolsas podem ser compradas pela internet (http://www.jumpfrompaper.us/), mas infelizmente por enquanto só são entregues nos EUA. Não vemos a hora delas aparecerem por aqui! Gostaram dessas “bolsas cartoon”? Compartilhe conosco nos comentários sua opinião e outros achados incríveis de design que você descobriu, e quem sabe eles também não aparecem aqui no nosso blog que é assiiim… uma Brastemp!

Fila cultural

Fim de semana chuvoso, reunimos a família para um programa off-praia. Imaginei como os cinemas estariam lotados, portanto uma chance de levar a molecada a uma exposição. Abri o jornal e fiquei surpreso com as boas opções que a cidade oferecia. Tinha Modigliani e Eliseu Visconti no Museu Nacional de Belas Artes, desenhos de Fellini no Instituto Moreira Salles, fotos do beijoqueiro francês Robert Doisneau, as cadeiras e seus arredores dos irmãos Campana… Minha mulher sugeriu que fôssemos ao Centro Cultural Banco do Brasil ver a mostra Tarsila do Amaral, sua primeira exposição individual no Rio em quarenta anos.

Chegando no Centro Cultural, tive a impressão de que todo mundo teve a mesma ideia. Ainda pensei que minha mulher talvez tenha falado alto demais, o pessoal ouviu e achou uma boa ideia. A fila descia as escadas do prédio e se estendia pelo salão principal. Tomei um susto. Comecei a calcular o tempo da espera quando me dei conta do fenômeno que ocorria: a fila transcorria na maior paz.

Geralmente fila é sinônimo de tumulto. Fila grande significa um ajuntamento de pessoas revoltadas. Não foi o que eu vi. Aliás, não é o que se vê em filas para exposições. As pessoas aguardam tranquilas a sua vez. Ficamos todos, na verdade, impressionados com a força de um artista plástico que consegue mobilizar tanta gente para apreciar seus trabalhos. E quem tinha alguma dúvida da importância do artista, passa a ter certeza ao ver quanta gente está ali. Chega a dar um certo orgulho cívico, uma sensação de que o país está andando pra frente, nem que para isso tenha que entrar numa fila.

As crianças ficaram curiosas para saber o que aquele pessoal tanto queria ver. Temos o hábito de levar um caderninho para cada um desenhar, uma forma de passar o tempo. Enquanto caminhávamos a passos milimétricos, mostramos a eles algumas coisas sobre Tarsila e o Modernismo pela internet do celular, outra maneira de nos ocuparmos.

Definitivamente a fila faz parte da exposição. Se algum dia for curador, vou me preocupar com isso. Quantas vezes a pessoa encontra um amigo e comenta: “Fui a uma mostra no MAM e tava uma fila enorme!” E nem se irrita com isso, até emenda: “Ainda bem que eu fui porque era a última semana…” Então fala do que viu, deixando o outro com água na boca por ter perdido a mostra… e até a fila,  onde se pode conhecer gente interessante e de hábitos saudáveis.  Tem solteiro que garante: certas filas dão de dez em muitas baladas que rolam por aí…

Arte com lápis e caneta esferográfica

Há quem diga que os artistas contemporâneos não se comparam aos mestres do passado. Bem, claro que um Leonardo da Vinci, Michelangelo, Picasso ou Monet não aparecem todo dia, mas temos descoberto e compartilhado com vocês obras muito interessantes e inspiradoras de artistas atuais, como a jovem Alexa Meade (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/04/para-a-pintora-alexa-meade-o-corpo-e-a-tela/), que usa o corpo humano como tela, a fotógrafa Amy Hildebrand (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/04/para-lindas-fotografias-basta-inspiracao/), que tem apenas 20% da visão mas cria belas imagens, e a turma da Street Art (http://www.assimumabrastemp.com.br/2011/11/street-art-inspiracao-para-o-dia-a-dia/).

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Juan Casas cria efeito tridimensional em seus desenhos com caneta. Fonte

Hoje, vamos mostrar dois outros exemplos incríveis de artistas contemporâneos cheios de talento. Em comum, eles dispensam a tinta e pincéis e usam objetos prosaicos para criar obras realistas e cheias de detalhe: o espanhol Juan Casas usa apenas lápis, e o belga Ben Heine utiliza canetas esferográficas comuns. Vejam o detalhismo e a expressividade que eles conseguem extrair desses objetos tão comuns!

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As obras exploram a sensualidade do corpo feminino. Fonte

Casas estudou Belas Artes e no começo fazia pinturas tradicionais, sempre buscando o realismo. Começou a desenhar com canetas esferográficas de brincadeira, em cima de fotografias de amigos, e foi aperfeiçoando a técnica até atingir a quase perfeição. Em cada desenho, ele chega a utilizar até 18 canetas e semanas de trabalho até chegar ao resultado final. Os personagens preferidos nas obras são mulheres em poses que transpiram sensualidade.

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Exemplo da série “pencil vs. camera”, de Ben Heine. Fonte
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Heine quer fazer as pessoas sonharem com seus desenhos. Fonte

Já Heine nasceu na Costa do Marfim, onde seu pai trabalhava como engenheiro, e aos sete anos a família voltou para a Bélgica. Ele nunca gostou da escola e era uma criança problemática, mas sempre gostou de desenhar e escrever, e canalizou sua energia para a arte.

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Fonte
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Fonte

Na série “pencil vs. camera” (lápis vs. câmera) ele mescla sua paixão pela fotografia e pelo desenho, e em todas o fundo realista das fotografias recebe um toque de surrealismo e inventividade dos desenhos à lápis, criando um resultado muito inspirador. Em seu site, o artista diz: “eu apenas faço arte para as pessoas. Eu quero que elas sonhem e esqueçam de seus problemas diários. Eu costumava escrever poemas há muitos anos atrás. Quero transmitir um significado poético e filosófico nas minhas imagens, cada nova criação deve contar uma história e gerar uma emoção intensa, como um poema, como uma melodia”.

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Fonte

Inspire-se no trabalho destes dois artistas e, da próxima vez que tiver uma caneta ou um lápis na mão, deixe a imaginação fluir!