Imagem & Ação

Estou viciado num novo app para o iPhone, o Draw Something.

Na prática, é tipo uma “Imagem & Ação” moderno, em que você tem que desenhar alguma coisa para que seus amigos possam acertar do que se trata.

O app conecta você com seus amigos do Facebook, ou com outros usuários aleatórios do jogo, e te dá três opções de desenhos para fazer. Com o desenho pronto, ele dá ao seu oponente o numero de letras da palavra, e algumas letras também aleatórias, para que você possa combinar e descobrir o objeto que está sendo desenhado.

Esse app já é um dos mais baixados na iTunes Store e é um verdadeiro fenômeno entre os donos de iPhones.

E mais do que isso, é também uma prova de que a inspiração nem sempre é o novo, mas pode ser também novas formas de aplicar tradicionais ideias.

Aqui um vídeo que encontrei no YouTube com alguns dos melhores desenhos feitos no app!

O Mercado: chefs saem da cozinha e ocupam as ruas de São Paulo

Quem, como nós, ama a gastronomia, sabe: a comida mais autêntica de um lugar nasce das ruas. Como o Raphael Despirite já falou por aqui (http://www.assimumabrastemp.com.br/2011/12/de-olho-na-rua/), nada condensa mais a culinária baiana do que um bom acarajé, assim como não dá pra pensar na comida de Nova York sem o carrinho de hot dog e na de São Paulo sem o pastel com caldo de cana da feira.

Em São Paulo, o pastel de feira ainda é rei, mas muita gente ainda tem medo de comer em  uma barraquinha ou ambulante devido às condições de higiene. Como disse o Raphael: “comida de rua exige cuidados de higiene e manipulação como qualquer tipo de comida, por isso é importante que a prefeitura e vigilância sanitária fiscalizem e orientem essa legião de chefs de cozinhas portáteis. Mas isso não quer dizer punir e combater a comida ambulante, muito pelo contrário. Um governo inteligente sabe que esse tipo de comida faz parte do patrimônio cultural da cidade, deve ser respeitada e incentivada”.

Fonte: Divulgação

O sonho de comida de qualidade nas ruas de São Paulo com preços baixos e o toque de chefs profissionais, vai em breve se tornar realidade! Na madrugada deste sábado pra domingo (21/22 de abril), alguns dos melhores profissionais das cozinhas paulistanas vão armar sua barraca no pátio do restaurante Sal Gastronomia, em Higienópolis, para preparar seus quitutes e bebidas preferidos, por preços entre R$ 5 e R$ 20, num evento especial, batizado de “O Mercado”. A ideia foi dos chefs Checho Gonzáles, que já compartilhou conosco uma receita de cebiche (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/04/inove-no-peixe-da-semana-santa-com-o-cebiche/) e vai preparar o prato típico peruano na feira, e nosso querido Henrique Fogaça, que vai preparar sanduíches de pão ciabatta com carne seca desfiada, azeite de gengibre, queijo de cabra, tomate e rúcula.

Samosas vegetarianas, típicas da Índia. Fonte: Divulgação

E tem muito mais delícias na madrugada!

Alexandre Leggieri, da Cannoleria, vai vender seus famosos cannolis, doce típico italiano.

Carlos Ribeiro,  do Na Cozinha Restaurante e Escola de Gastronomia, fará o sanduíche Buraco Quente, com pão francês recheado de picadinho.

Dagoberto Torres, do Suri Cebiche Bar, vai fazer arepas, salgados com massa de milho típicos da Venezuela.

Também representando a América Latina, a mexicana Lourdes Hernandez vai preparar tacos e enchilladas.

Da Índia, Deepali Bavascar trará as samosas vegetarianas.

Janaína Rueda, do Bar da Dona Onça, vai cozinhar o politicamente incorreto “arroz de puta rica”, aquele arroz incrementado que é uma perfeita “confort food” para matar a fome da madrugada.

A turma do Comida de Papel vai grelhar burgers caseiros.

O chef boulanger Marcos Carneiro assará pães artesanais.

Rene Aduan Jr., do Alma Rústica Gastronomia, trará vários tipos de defumados acompanhados de seu famoso hidromel.

Tibira, dono do bar Caos, traz coxinhas e seus coquetéis.

E para completar, a sommelière Daniela Bravin vai servir vinhos e outras bebidas.

O chef Checho Gonzáles é o idealizador d’O Mercado Fonte: Divulgação

Hummm, dá fome só de pensar, né? E não para por aí: vizinha da feirinha gourmet, a Galeria Vermelho vai abrir suas portas e haverá sets musicais de DJ’s e projeções para agitar a madrugada paulistana. Muito bacana! O chef Checho Gonzáles conta que a ideia surgiu naturalmente após ele ter feito vários eventos em São Paulo e perceber que faltam opções baratas e da qualidade para os “baladeiros” matarem a fome de um jeito diferente e em contato com a cidade.

“Criei essa feira por entender que existe uma grande carência de opções neste formato em São Paulo. Como uma cidade tão grande e tão viva tem uma oferta gastronômica tão reduzida após a meia-noite? Existem inúmeros mercados mundo afora, então resolvi criar o da nossa capital, que propõe qualidade com descontração, realmente ao alcance de todos. O que queremos com “O Mercado” não é só reunir bons cozinheiros, mas sim gente legal que gosta de comer bem e não se encaixa no horário padrão, nem no formato já existente”, afirma.

Ele exalta a comida de rua e acha que ela deve ser mais incentivada na cidade. “A comida de rua é a verdadeira expressão popular. Existe um grande preconceito que a deixa em guetos e com qualidade duvidosa. Não precisa ser assim, podem haver incentivos da prefeitura, do setor privado, indústria alimentícia… Com a ajuda deles, a classe media vai perder o medo e consumir também. Podem ser criados inúmeros postinhos… Chegou a hora de melhorar a qualidade do ”podrão”, crescer em qualidade e higiene!”

“O Mercado” deve acontecer uma vez por mês, mas durante a Virada Cultural, que acontece entre os dias 4 e 5 de maio, alguns dos chefs participantes e muitos outros vão fazer algo parecido em pleno Minhocão, no centro da cidade.

O “Chefs na Rua – Mercado e Cultura Ganstronômica” (http://viradacultural.org/12/minhocao/chefs-na-rua#lugar12141) trará, entre outros, Alex Atala fazendo sua galinhada, e o nosso Raphael Despirite preparando cachorros quentes à moda francesa! Imperdível, não? Se você for na feira ou se tiver algo parecido na sua cidade, compartilhe conosco.

Muito além da caixinha de surpresas

Nem tudo no futebol tem a ver com a bola. Vitórias e derrotas podem acontecer fora de campo. E um desses aspectos me chamou a atenção. Um jogador do elenco do Botafogo se envolveu em um sério problema com drogas. Jobson foi flagrado num exame antidoping e confessou ser usuário de crack. Ao expor sua fraqueza, passou a ser visto com desconfiança por muita gente. Foi alvo de piadas, de preconceito e de pouca solidariedade. Na contramão dos fatos, um profissional da saúde resolveu se aproximar do jogador para tentar ajudá-lo a sair dessa.

O psiquiatra Roberto Curi Hallal se impôs um desafio: recuperar o jogador Jobson com um tratamento que não prevê internações ou punições exageradas. Roberto parte do princípio de que todos temos problemas e que podemos superá-los. Achei sua atitude corajosa e seu exemplo inspirador. Vamos ver o que ele tem a nos dizer.

– Dr. Roberto, afinal, qual o problema do Jobson?

Não se pode resumir uma vida inteira a um problema. Como qualquer ser humano, ele pode melhorar se dedicar-se a isto. Pode crescer como pessoa, incorporando uma cultura que lhe permita viver esta difícil posição que é ter uma vida privada, sendo uma figura pública.

– O que o levou a querer ajudar o jogador?

Minha paixão pelo Botafogo e por acreditar que não haviam sido realizados alguns cuidados que permitiriam ao Jobson pensar e agir de um modo diferente. Entendi que deveria me oferecer para ajudar. Assim que me ofereci ao Botafogo para ajudar, fui aceito.

– Como sua atitude tem sido vista?

Tenho tido o maior apoio nesta minha dedicação por parte da imprensa e do Botafogo. A decisão de não internar o atleta ganhou a simpatia de muitos. A inclusão social através de um convívio com reflexões sobre a vida é algo que dimensiona a realidade para vivermos dentro dela. Até aqui estamos todos os envolvidos, nos enriquecendo como pessoas e como instituição, tanto o Botafogo, seus representantes e, mais diretamente, Jobson e eu. Construir oportunidades enaltece e enriquece aos envolvidos, humanizar cuidados incentiva e devolve alegria à vida.

– O senhor está tentando ajudá-lo. E ele, está disposto a se ajudar?

Nada é definitivo na vida, em cada momento deveremos atualizar isto. Nos cinco meses que o acompanho, tem dado evidências de uma mudança significativa em sua vida, então acredito que desta forma o atleta acaba beneficiado. A conquista é uma etapa, a manutenção será outra etapa. Como se pode ver, as metas mudam e os cuidados também.

– O senhor pode afirmar que Jobson está livre das drogas?

Alguém poderia afirmar que ele foi prisioneiro delas? Eu nunca acreditei nisto e foi exatamente por isso que nunca indiquei internação. Somente se deve usar uma internação quando o ser humano põe em risco sua vida ou a vida daqueles que o cercam. Então estaríamos falando de medidas protetoras. Quando se fala em drogas, se negligencia tantas outras coisas, quase sempre mais importantes e mais negativas para as pessoas.

– Por que algumas pessoas com as mesmas origens sociais que ele não incorrem nos mesmos erros?

Porque as razões que levam as pessoas a viver são multideterminadas, desta forma não é uma causa promovendo um efeito. Algumas marcas mais fortes acompanham a vida com mais presença que outras. Isto não significa que o destino não possa ser mudado em qualquer momento, desde que a pessoa deseje esta mudança. Não será pelo desejo dos outros ou pelo interesse dos demais que alguém encontra razões para mudar seu modo de viver.

– O senhor acha que o Jobson pode superar essa fase e  render em campo o que a torcida espera dele?

Nunca vi questionado o atleta, todos sabem que ele é um jogador excepcional. Estamos investindo no homem Jobson para que ele se aproxime o mais que puder do atleta que alcançou ser. Se o crescimento do homem acompanhar o desempenho do atleta, estaremos diante de uma pessoa especial.

– Que outros trabalhos o senhor desenvolve nesta área?

Sou Professor Emérito da Universidade de Cuba, colaboro com universidades da Venezuela, do Equador e da Argentina. Aqui no Brasil sou o idealizador e diretor-geral do Centro de Referência à Vida do Instituto Oziris Pontes, na caatinga cearense, e também participo como diretor do Instituto Ler É Abraçar no Rio de Janeiro. Sou membro permanente de um grupos de pensadores sobre Humanidades em Catanzaro na Itália, onde definimos políticas públicas de 22 países do Mediterrâneo e quatro latino-americanos. Sou membro da Academia Brasileira de Médicos Escritores e assessor permanente de Cultura e Saúde Mental da Associação Latino-americana de Pediatria – Sessão de Adolescência.

– Recentemente a imprensa deu a entender que, sem internação ou punições, o senhor trataria o Jobson na base do humor. Posso usar no meu carro o adesivo: “Só o humor salva”?

O humor salva ou fere. Use-o com adequação.

Para a pintora Alexa Meade, o corpo é a tela

Mostramos muito por aqui como as mais diversas manifestações artísticas vivem nos surpreendendo e trazendo inspirações para nossa vida. Já fizemos posts sobre a arte urbana (http://www.assimumabrastemp.com.br/2011/11/street-art-inspiracao-para-o-dia-a-dia/), com exemplos incríveis ao redor do mundo e da dupla que colore os bueiros (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/03/arte-nos-bueiros/) de São Paulo e mostramos trabalhos que reinterpretam com tecnologia (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/02/reinterpretando-a-inspiracao-da-arte/) grandes obras do passado.

Afinal, imagine como seria sem graça um mundo sem arte! E sem artistas, não há arte. Muito já se discutiu sobre a arte ser uma vocação, um dom… E a jovem artista plástica americana Alexa Meade (http://alexameade.com/), de apenas 24 anos e que já está causando sensação no mundo artístico, tem uma história interessante sobre a descoberta da vocação. Ela nasceu e foi criada na capital americana, Washington D.C., e desde criança conviveu no ambiente carregado de política e poder. Cursou Ciência Política, estagiou no Congresso dos EUA e trabalhou na área de Relações Públicas da campanha que elegeu Barack Obama em 2008.

Foi nesse ano que ela começou o seu nada convencional trabalho de pintura. Ela usa tinta, mas nada de tela. Sua superfície de trabalho é o corpo das pessoas! Sim, ela faz “live painting”, ou pintura viva. Invertendo a técnica clássica de pintura “Trompe L’Oeil”, que cria um efeito de 3D na tela plana, ela pinta o corpo e as roupas de seus modelos com tinta acrílica e monta o fundo também pintando os objetos e fotografa, fazendo parecer que a realidade em três dimensões é uma tela em duas dimensões.

Suas obras são ao mesmo tempo as instalações 3D, temporárias, que ela monta para as exposições, e as fotografias 2D. O mais impressionante é que ela nunca tinha pintado antes, em telas convencionais. Sua primeira pintura teve o namorado como modelo, no porão da casa dos pais, em 2008, enquanto ela trabalhava na campanha de Obama. “Eu não precisei pensar em pintura como aquela coisa na tela, porque eu nunca tive nenhuma prática fazendo aquilo. Eu vi a tinta como algo que poderia ser usado no espaço, não apenas numa superfície plana”.

E foi justamente o trabalho com relações públicas e política que a levou a ter a ideia para essa técnica. “Passei meus anos de formação imersa no mundo de políticos e relações públicas, o que me levou a uma fascinação com as possibilidades de mudar a embalagem de textos de fontes, adicionando modificações superficiais que iriam alterar profundamente a percepção. O que o leitor desembalava era uma interpretação pessoal de uma representação já mediada. No meu trabalho atual, usando a tinta como uma máscara que imita os atributos da superfície dos meus materiais-base, eu inverto o propósito dos códigos comuns de pintura e crio uma auto-referência recíproca, onde a referência envelopa o referente”, explica.

Viram só como a inspiração pode vir de onde menos esperamos e gerar resultados surpreendentes? O que acharam do trabalho da Alexa? Conhecem outros exemplos bacanas de artistas que buscam inspiração de lugares inusitados? Compartilhem conosco nos comentários!

Comida caseira em Paris

Qualquer motivo é bom para visitar Paris. É a cidade mais bonita desse planeta e um dos lugares onde melhor se come. Paris é cheia de restaurantes pomposos e não há lugar no mundo onde se consegue torrar mais grana para um jantar. No entanto, tudo o que eu mais curto na “Cidade Luz” são os restaurantes pequenos, algumas vezes até familiares, que servem comida boa, simples e com ótimos preços.

O meu bom motivo para estar aqui essa semana é a maratona de Paris, que aconteceu nesse domingo dia 15. Corri pela primeira vez 42 km em um só dia, e pra isso precisava estar bem alimentado.

Comecei minha jornada com um jantar em um dos meus preferidos, o Café Constant, um bistrozinho no 7eme Arrondissement, bem atrás da Torre Eiffel, que serve clássicos franceses bem feitos. Cristian Constant, o chef, foi o precursor em Paris de uma onda de restaurantes bons e baratos que ficou conhecida como bistronomia, uma referencia aos bistrots que são restaurantes tradicionais de bairro. Por lá, comi uma bela terrine de porco e foie gras  e um belo pato com batatas (da foto), tudo simples e bom pra caramba.

Pato com batatas do Café Constant

Um outro ótimo jantar iria acontecer no dia seguinte, dessa vez no Chez l’ ami Jean, um restaurante totalmente despretensioso também no bairro 7. O clima é de cantina, mesas grudadas umas nas outras, garçons correndo pra todo  lado e um monte de gente falando ao mesmo tempo. A comida é uma mistura de cozinha da vovó francesa com toques de modernidade, comi um menu degustação excelente, com direito a uma sopa de legumes e parmesão, um carpaccio de miolo de vitela, lulas com espuma de cogumelos e um filet mignon saboroso em duas versões: tartare e grelhado. Para fechar, um clássico arroz doce.

Filet mignon em duas versões: tartare e grelhado, do Chez l’ami Jean

Riz au Lait (arroz doce), do Chez l’ami Jean

Esse é o tipo de comida te abraça e dá conforto, é cozinha que preenche a pança e o coração. Continuo minha viagem por aqui, e semana que vem apresento mais dois restaurantes bacanas de Paris, dessa vez com uma pegada mais moderna.

Au revoir….

Café Constant

139, rue Saint Dominique. 75007 Paris metro: Ecole Militaire

Chez l’ami Jean (http://www.amijean.eu/)

27, rue Malar 75007 Paris metro: Invalides

Simples assim!

Na atual circunstância de esgotamento dos recursos naturais, o minimalismo me parece uma forte tendência e, mesmo levando em conta a sua máxima discrição, não poderia deixar esse estilo passar despercebido. Afinal, não conheço forma de expressão e estilo melhor para contrariar o supérfluo e, consequentemente, o desperdício e todo e qualquer tipo de esbanjamento.

Na atual circunstância de esgotamento dos recursos naturais, o minimalismo me parece uma forte tendência e, mesmo levando em conta a sua máxima discrição, não poderia deixar esse estilo passar despercebido. Afinal, não conheço forma de expressão e estilo melhor para contrariar o supérfluo e, consequentemente, o desperdício e todo e qualquer tipo de esbanjamento.

Diz-se que o estilo minimalista surgiu no período difícil pós-Segunda Guerra Mundial, quando muitas pessoas perderam tudo ou quase tudo e tiveram de aprender a viver com menos. É possível encontrar as diversas raízes do minimalismo, tanto no desenho como na arquitetura. Ele não tem um estilo definido, mas uma estética que recebe influência de todos os tipos.

A meu ver, a maior influência na concepção dos ambientes minimalistas é a oriental. Melhor ainda se pensarmos mais precisamente no Japão, já que se trata de uma estética básica e próxima à filosofia zen budista que associa a combinação de formas platônicas, ênfase das qualidades materiais, sutileza de proporções e simbolismo expressivo, priorizando apenas o indispensável.

Aqui no Brasil, passamos a ter um contato mais próximo com o movimento na década de 80, onde suas características prevaleciam em objetos, fachadas e ambientes. A ideia principal do movimento é manter um cômodo com o mínimo de móveis e objetos possíveis: montar sempre composições limpas e funcionais. E se você está aí achando que o negócio é fácil se engana, o mais difícil, e ao mesmo tempo mais interessante no minimalismo, é a devida proporção.

Para montar uma composição minimalista, é preciso prestar atenção em todos os detalhes e evitar os excessos: poucos móveis, superfícies lisas, qualidade em vez de quantidade, redução formal em peças de decoração, poucos mas importantes objetos, nada acima dos móveis, cortinas discretas nas janelas, armários com porta, cores sóbrias e, em alguns casos, ausência de cores e equilíbrio entre as peças e os espaços vazios.

Partindo do princípio que o espaço deverá conter apenas elementos de grande relevância, lembre-se: Mais vale uma peça bacana, com forte apelo visual, do que várias pequenas espalhadas pelo ambiente. A premissa é de que menos é mais, e as imagens inspiradoras selecionadas aqui são determinantes para que o ambiente minimalista criado por você tenha elevado valor funcional e estético. Seja desprendido e generoso na hora de criar e boa sorte!

Preconceito 2.0

Uma das maiores babaquices da internet é esse papo de “Orkutização”.

O Orkut, bem antes do Facebook, foi a mais importante rede social do Brasil. Alguns dizem que ainda é.

E também foi no Orkut que a grande inclusão digital que aconteceu no nosso país nos últimos anos ficou mais evidente.

A Internet, que antes era exclusiva das classes médias e altas da população, atingiu toda a base da pirâmide, e de uma hora para outra, o que fisicamente era raro, virtualmente aconteceu: todas as classes sociais se encontraram num mesmo espaço.

E daí, todas as diferenças culturais que existiam entre as classes sociais, divididas por um fosso de má distribuição de renda, ficaram evidentes. E junto com isso, todo tipo de preconceito também foi parar na superfície da rede.

E a maior das oportunidades de haver uma verdadeira integração social foi para o espaço, junto com o Orkut.

E daí, qualquer demonstração mais popular nas redes sociais, e qualquer ameaça de popularização ou ampliação de uma rede social, é prontamente taxada de orkutização por aqueles que se acham melhores do que os outros por ter um iPhone.

Isso aconteceu recentemente com o Instagram. Com o lançamento do aplicativo para Android, e com a posterior compra da plataforma pelo Facebook, uma turma da elite do iPhone começou a bradar em comentários, posts e tweets pela rede. Grande babaquice.

Vamos aproveitar a integração geral que as redes sociais nos oferecem para aprender com as diferenças, encontrar semelhanças e nos inspirar para nos tornamos pessoas melhores.

É essa a oportunidade que a chamada orkutização das redes sociais nos oferece, e não podemos perdê-la.

Boa semana a todos!

O que importa…

O mundo anda meio chato, cheio de pudores e mau humor, as pessoas parecem se levar mais a sério do que o normal. A cada dia surgem mais leis proibindo isso ou aquilo, na gastronomia sobram especialistas de todas as áreas: os comilões são gourmets, bebedores “sommeliers” e qualquer cozinheiro se autodenomina chef master super internacional.

Tem também os movimentos e bandeiras gastronômicas que se espalham por aí, é a nova cozinha brasileira pra lá, chefs ecologistas pra cá…  Surgem novos engajamentos todo dia, como o  locavorismo, aquele em que o cozinheiro só pode trabalhar com ingredientes produzidos a no máximo x km de distância do restaurante. O “x” varia, pode ser 300 km por exemplo, a ideia é utilizar produtos frescos e poupar combustível da distribuição.

Tudo muito bacana se não fosse celebrar o óbvio. Utilizar produtos frescos, preocupar-se com a sustentabilidade e com o impacto das ações no meio ambiente e na sociedade não é mais virtude de um chef, muito menos precisa ser um movimento organizado. É o mínimo que se espera de qualquer profissional sério atualmente, é como se um médico fosse festejado por nunca ter matado nenhum paciente.  Dá pra entender?

Escrevo esse post para lembrar vocês e até para me lembrar que comida não pode ser levada sempre tão a sério. O prazer, depois da nutrição, é claro, é o que nos leva a comer.

Quando escolhi trabalhar como cozinheiro foi por um motivo simples, queria fazer comida gostosa e tornar as pessoas felizes. Não estava preocupado em passar mensagens, exibir minha técnica ou habilidades. O cozinheiro acima de qualquer coisa tem que ser um cara generoso, e no fundo, mesmo que pareça meio louco o que vou dizer, a única coisa que importa é comer e ser feliz.

Estilo clássico: use e abuse…

Se você nunca parou para pensar na quantidade de detalhes necessários para configurar o real estilo clássico, esta é uma ótima oportunidade. Tente visualizar: molduras de gesso, luminária pendente, lustre de cristal, porta almofadada, cadeira do tipo medalhão, espelho com moldura trabalhada, papel de parede, poltronas de época, estante de livros, obras de arte, tapete oriental, painéis de madeira, vasos ornamentais, mobília de madeira nobre, acabamento de mármore, mesa de apoio, pés trabalhados, cortinados longos, padrões adamascados, porcelana, prata, candelabros, bustos, e mais uma série deles, que não enumerei aqui.

Por esse estilo nunca ter caído de moda, há quem o considere facilmente reconhecível. Mas a bem da verdade, para ficar elegante, o autêntico estilo clássico, que tem a sua origem na arquitetura grega e romana, precisa, além de espaços amplos e altos para comportar o mobiliário antigo, objetos de decoração igualmente imponentes. Exige dinheiro, muito dinheiro, e se você não pretende investir muito, mas aprecia o estilo, continue atentando aos detalhes. Pois esse conhecimento pode ser imprescindível para entrar num outro estilo, o neoclássico, apenas dando ares clássicos à decoração que, possivelmente, você já tem.

A ideia é mesclar móveis de linhas clássicas com materiais contemporâneos, e esse mix é o que há de mais atual. Além de suavizar a atmosfera formal, essa opção atualiza o estilo clássico na decoração. Uma sala com peças novas de design moderno, por exemplo, alcança glamour com peças clássicas pontuadas no ambiente. Quem acompanha os meus trabalhos pode já ter notado que gosto muito de compor peças atuais com peças antigas de épocas diversas. E, dentre essas peças, lanço mão muitas vezes do clássico por considerar que esse estilo traz identidade e sofisticação a qualquer ambiente, principalmente num espaço mais clean, onde prevaleça o branco, o creme, o cru, o bege ou até mesmo diferentes tonalidades de castanho.

Agora convenhamos, é impossível deixar passar despercebido o estilo clássico revisitado e, para isso, basta um clássico ou outro que esteja num canto empilhado da casa, e de uma dose, mesmo que mínima, de criatividade e ousadia. Depois e só investir em padrões  fortes e nas cores berrantes na hora de laquear a madeira desgastada, revestir as almofadas e cobrir toda a parede. Não seja modesto na hora de unir os diferentes estilos e cores no mesmo ambiente, até porque quando se trata desse estilo, economia, seja no âmbito que for, não tem vez. Espero que possam se inspirar nas minhas sugestões, e quem sabe, em breve, eu possa me inspirar no bom gosto e criatividade de vocês…

Para lindas fotografias, basta inspiração

Nós adoramos a fotografia! Afinal, ela é uma fonte constante de inspiração, beleza e poesia em imagens. Já mostramos aqui alguns incríveis exemplos de como a fotografia pode nos surpreender e trazer novos olhares e significados, como no trabalho do jovem Caleb, que vê o mundo através de bolinhas de gude (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/03/a-vida-numa-bolinha-de-gude/), e a série Hungry Planet (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/01/voce-e-o-que-voce-come/), dos fotógrafos Peter Menzel e Faith Aluizio.

Foto da série “A Vida numa Bolinha de Gude”, de Caleb Tenenbaum

Caleb, por exemplo, não tinha nenhuma experiência em fotografia e fez imagens criativas e belíssimas. E agora descobrimos e compartilhamos com vocês o trabalho de outra fotógrafa americana com uma história de vida inspiradora. Amy Hildebrand é mais velha, e fez graduação em fotografia na faculdade, mas teve que superar um enorme obstáculo para chegar às lindas fotos que vemos aqui: ela nasceu praticamente cega devido ao albinismo, uma doença genética.

Amy passou por diversos tratamentos na infância e adolescência e conseguiu recuperar cerca de 20% da visão. Hoje, consegue enxergar cores, formas e sombras. Mas sua sensibilidade aguçadíssima não depende da visão acurada, como você pode ver pelas imagens carregadas de poesia e sentimento, com um uso muito especial da luz, que a fotógrafa reúne no seu blog, With Little Sound (http://withlittlesound.blogspot.co.uk/).

Ela criou o blog há quase três anos, com o compromisso de registrar e postar uma foto por dia, até chegar a mil imagens, e está se aproximando do objetivo, já no número 931!  Uma vez por mês ela escreve um texto, refletindo sobre sua vida. Num deles, diz: “Eu quero me refletir como uma só pessoa; alguém que vai crescer, ter filhos, envelhecer e morrer. Nem todos os meus dias serão bons, nem todas as minhas fotos serão boas, mas elas irão me refletir”.

Muito inspirador, não? Há tanta beleza no mundo, e nós que temos uma visão normal às vezes nos esquecemos de ver, mas Amy nos mostra que apreciar as inspirações à nossa volta só requer sensibilidade. E isso ela tem de sobra! Inspire-se com essas lindas imagens e as quase mil do seu blog, pois a inspiração muda tundo, e a vida fica assiiim… uma Brastemp! =)