Respiração: como avaliá-la e como mudá-la

Como avaliar a respiração em casa

Para avaliar o estado da própria respiração, coloque uma das mãos sobre o coração, a outra na direção do umbigo, e observe qual delas é mais movimentada pelo corpo. Nas respirações mais calmas, nota-se uma tendência da movimentação predominante em torno da região abdominal. Caso a mão situada sobre o coração seja a mais ativa, esse comportamento é sinal de respiração mais rápida, normalmente ligada a quadros de ansiedade.

Readaptação da respiração

Algumas pessoas, extremamente agitadas, se sentem desconfortáveis ao diminuírem a frequência respiratória, isso porque estão habituadas a respirar aceleradamente. Uma vez que a vida esteja atribulada e tensa, o corpo passa a entender que aquela é a forma certa de respirar.

Quando uma pessoa utiliza uma peça de vestuário durante muito tempo, ela pode ter a sensação de que aquela vestimenta foi feita sob medida. A respiração também tem essa capacidade plástica de se moldar ao estilo de vida do indivíduo. Logo, podemos tanto manter o corpo em um ritmo mais leve, lento e equilibrado, ou predominantemente acelerado, o que pode acarretar o desenvolvimento de doenças.

A respiração pode ser readaptada paulatinamente. Nesse contexto, a prática de exercícios físicos é recomendada, pois eles interagem com os limites da respiração (máxima e mínima).

Respiração pausada

Atualmente, esse treino de respiração é realizado nos consultórios de psicoterapeutas, principalmente os que trabalham com abordagem cognitiva-comportamental. O trabalho do bom profissional consiste em guiar o indivíduo, estimulando-o a abraçar esse novo estilo de respiração.

Nos consultórios, médicos podem ensinar pacientes à respiração pausada. Para isso, o indivíduo deve prestar atenção à entrada e saída de ar de seus pulmões. Muitas vezes, esse exercício também pode ser uma forma de meditação. Com isso, a frequência cardíaca é regularizada. Entretanto, se o indivíduo mantiver a respiração muito lenta, com o passar do tempo ficará sonolento, o que não é o objetivo. Gradativamente, os exercícios podem ser adaptados para que cada pessoa encontre o ritmo ideal.

A respiração ensinada nos consultórios consiste em uma mais profunda, chamada de diafragmática. Para falta de ar não física, um dos primeiros elementos a serem trabalhados é o treino respiratório, que altera a química corporal responsável pelo problema.

Porém, as práticas corporais são limitadas. Isso significa que, ao mudar a respiração, o paciente também precisa reestruturar pensamentos correlacionados ao desenvolvimento do problema (falta ou excesso de ar).

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