Aproveite o Dia da Criança e passeie com a família pelo centro histórico de São Paulo

O Centro Cultural Banco do Brasil oferece programas culturais gratuitos com orientação de monitores. São visitas pelo prédio e atividades práticas nas oficinas

Aproveitar os programas culturais diferenciados oferecidos pela cidade de São Paulo é uma boa pedida de lazer para fazer com a família, com as crianças ou com os amigos. Uma sugestão que alia lazer e cultura é visitar o Centro Cultural Banco do Brasil, instituição instalada em um prédio no Centro de São Paulo, construído em 1901, na rua Álvares Penteado, bem no coração do centro histórico da cidade, restaurado para manter os elementos originais que o tornam um dos mais significativos exemplos da arquitetura do começo do século.

Para que os visitantes possam conhecer um pouco mais da história do centro e do CCBB, com seus detalhes históricos, a instituição oferece, gratuitamente, visitas acompanhadas de oficinas na atividade Conhecendo o CCBB. Aos interessados em arte e meio ambiente, outra dica é participar da oficina Reciclos e Resíduos. Uma terceira oficina é Fachadas e Avessos, atividade sobre estilo, comportamento e a importância que se dá à aparência na sociedade atual.

Oficina Fachadas e Avessos

Levantando questões sobre a aparência, a atividade faz um contraponto com a cultura do modismo e o consumo descartável. Destinada a interessados em geral, estudantes (do Ensino Fundamental a universitários), ongs e instituições, as oficinas contam com o suporte da equipe de educadores do CCBB.

Para debater a relação entre a ‘fachada’ e seu ‘avesso’, quer dizer, a imagem externo e o interior, a oficina Fachadas e Avessos propõe uma reflexão sobre a importância dada à aparência física na sociedade atual, levando em consideração questões como referências culturais, comportamento, estética, moda e padrões de beleza. A atividade inclui a análise de fotos de personagens anônimos, sem grandes traços de estilos ou estereótipos. Com essas imagens os participantes fazem uma primeira leitura a partir da aparência, com a intenção de discutir se é possível saber algo sobre uma pessoa somente pelo modo como ela se veste.

Em seguida é exibido um vídeo criado pela equipe de arte-educadores, com duração de aproximadamente sete minutos, contendo uma seqüência de imagens, frases e trilhas sonoras que provocam uma reflexão sobre questões culturais, estéticas, históricas e antropológicas. O vídeo mostra o padrão estético de ícones de beleza, de Monalisa a Gisele Bundchen, Brad Pitt e Tati Quebra Barraco. O filme aborda, ainda, a beleza feminina e masculina, traz informações sobre história da arte até a cultura popular atual, provocando uma análise sobre como o meio, o contexto familiar, cultural e social influenciam as questões íntimas e pessoais.

Na segunda parte da oficina são apresentados trabalhos de artistas contemporâneos, como Nazaré Pacheco, Orlan, Nan Goldin, Cindy Sherman, Vanessa Beecroft e Spencer Tunick. A proposta é entender como eles trabalham esses conceitos de aparência e beleza. No final, os participantes colam e desenham objetos no corpo de um manequim, para representar o avesso. Para encerrar, o grupo faz uma leitura dos resultados levando em conta como conceberam a representação partindo da imagem do personagem ali representado.

Oficina Temática Reciclos e Resíduos

Para os interessados em arte e meio ambiente, atração à parte é a atividade prática da oficina Reciclos e Resíduos A oficina discute o excesso de lixo produzido pela sociedade de consumo. A partir do vídeo “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado (duração de 14 minutos), a idéia é investigar as relações entre os problemas sociais e os problemas ambientais. Os orientadores mostram trabalhos de vários artistas que se utilizam de resíduos em suas obras, como Guto Lacaz e Franz Krajcberg, entre outros, com a intenção de sensibilizar os participantes da oficina. Em grupo, eles propõem uma campanha sobre esses temas (criada com resíduos e material reciclado diferenciado, como madeira, casca de ovo, plástico, papel e papelão etc, fornecidos pelo CCBB), que será levada e continuada em suas famílias, escolas e comunidades para que outras pessoas também reflitam e se posicionem. Para despertar a consciência ambiental.

Visita Educativa Conhecendo o CCBB

Acompanhada de oficinas temáticas que exploram o acervo arquitetônico do CCBB e sua evolução social, a visita começa em frente ao prédio, no calçadão, com os arte-educadores contando detalhes históricos e arquitetônicos do centro da cidade de São Paulo e do próprio prédio do CCBB, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Arqueológico e Turístico de São Paulo (Condephaat) e pelo Departamento do Patrimônio Histórico/Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (DPH/Conpresp). Características da edificação são exploradas e discutidas.

Consta da programação a visita ao subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º andares, com oficinas temáticas no mezanino. Entrando no prédio e descendo para o subsolo, um objeto em particular chama bastante a atenção, principalmente das crianças – o cofre original da primeira agência do Banco do Brasil em São Paulo, que ali funcionou de 1927 até 1996. Após o passeio, os educadores ainda realizam com os participantes uma oficina temática que explora o acervo arquitetônico do CCBB e sua evolução social. Todas as atividades são interativas e aplicadas de acordo com as faixas etárias que compõem o grupo. A idade mínima aconselhável é de 5 anos.

Todas as atividades acontecem de terça a sábado, em diversos diários, com agendamento pelo telefone (11) 3113-3649. Aos domingos não é preciso agendar, basta chegar e solicitar a atividade.

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP. Aberto de terça a domingo – das 10h às 21h (próximo às estações Sé e São Bento do Metrô). Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652. www.bb.com.br/cultura

Fonte: aomestre.com.br

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