Cartunistas mostram “Artes do Saci” nas bibliotecas públicas

Para comemorar o Dia do Saci, Ziraldo, Ohi e Paulo Caruso, entre outros, mostram suas visões do perneta

Uma exposição no mínimo original começou dia 28 na Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, em São Paulo. Cerca de trinta artistas do cartunismo brasileiro, como Paulo Caruso, Ohi e Ziraldo, mostrarão seus trabalhos envolvendo o Saci-Pererê, cujo dia é comemorado no próximo dia 31.

De acordo com a produtora cultural Ana Maria Xavier, da Via das Artes, uma das organizadoras do evento, a idéia é que a exposição seja itinerante, ficando um mês em cada biblioteca municipal e passando por pelo menos uma biblioteca por região da cidade. Depois, a exposição seguirá para outras cidades.

“Trata-se do início de um trabalho de valorização da cultura nacional, onde cada artista mostrará suas visões do Saci”, afirma Ana. “É importante salientar que os trabalhos expostos nas bibliotecas serão réplicas dos trabalhos feitos nas mais diversas técnicas, de lápis de cor a computação gráfica. Os originais estão guardados para uma grande exposição em museu, que está sendo planejada”.

A exposição é uma realização da Sosaci – Sociedade dos Observadores de Saci, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e com produção da Via das Artes.

O que é a SOSACI

A Sosaci – Sociedade dos Observadores de Saci – (http://www.sosaci.org.br/) é uma entidade com o sério objetivo de divulgar e manter vivo o folclore brasileiro.

Criada em São Luis do Paraitinga em julho de 2003, a Socasi é uma ONC – Organização Não Capitalista – que reúne interessados em valorizar os mitos e as lendas brasileiras e difundir a tradição oral e a cultura popular. Seus integrantes acreditam no Saci, na Iara, no Boto, no Curupira, na Cuca, no Boitatá e demais entes do nosso folclore.

“Nessas épocas de ‘halloween’ e todo o tipo de bruxas globalizadas, é nosso papel manter vivas nossas figuras folclóricas”, afirma Mário Cândido, um dos diretores da Sosaci, lembrando que já é difícil conhecer uma criança hoje em dia que tenha ouvido falar em Curupira e Boitatá. “Mesmo o Saci, uma figura mais conhecida, a criançada já ouviu falar, mas não sabe muito bem do que se trata”.

Cândido teme que, se a geração atual não tomar nenhuma atitude, o folclore brasileiro pode simplesmente morrer. “E não teremos mais os personagens que fizeram parte da nossa infância, como a Iara, os sacis, curupiras e mulas-sem-cabeça, o que seria uma perda irrecuperável para a cultura brasileira”.

fonte: aomestrecomcarinho.com.br

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