Para a pintora Alexa Meade, o corpo é a tela

Mostramos muito por aqui como as mais diversas manifestações artísticas vivem nos surpreendendo e trazendo inspirações para nossa vida. Já fizemos posts sobre a arte urbana (http://www.assimumabrastemp.com.br/2011/11/street-art-inspiracao-para-o-dia-a-dia/), com exemplos incríveis ao redor do mundo e da dupla que colore os bueiros (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/03/arte-nos-bueiros/) de São Paulo e mostramos trabalhos que reinterpretam com tecnologia (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/02/reinterpretando-a-inspiracao-da-arte/) grandes obras do passado.

Afinal, imagine como seria sem graça um mundo sem arte! E sem artistas, não há arte. Muito já se discutiu sobre a arte ser uma vocação, um dom… E a jovem artista plástica americana Alexa Meade (http://alexameade.com/), de apenas 24 anos e que já está causando sensação no mundo artístico, tem uma história interessante sobre a descoberta da vocação. Ela nasceu e foi criada na capital americana, Washington D.C., e desde criança conviveu no ambiente carregado de política e poder. Cursou Ciência Política, estagiou no Congresso dos EUA e trabalhou na área de Relações Públicas da campanha que elegeu Barack Obama em 2008.

Foi nesse ano que ela começou o seu nada convencional trabalho de pintura. Ela usa tinta, mas nada de tela. Sua superfície de trabalho é o corpo das pessoas! Sim, ela faz “live painting”, ou pintura viva. Invertendo a técnica clássica de pintura “Trompe L’Oeil”, que cria um efeito de 3D na tela plana, ela pinta o corpo e as roupas de seus modelos com tinta acrílica e monta o fundo também pintando os objetos e fotografa, fazendo parecer que a realidade em três dimensões é uma tela em duas dimensões.

Suas obras são ao mesmo tempo as instalações 3D, temporárias, que ela monta para as exposições, e as fotografias 2D. O mais impressionante é que ela nunca tinha pintado antes, em telas convencionais. Sua primeira pintura teve o namorado como modelo, no porão da casa dos pais, em 2008, enquanto ela trabalhava na campanha de Obama. “Eu não precisei pensar em pintura como aquela coisa na tela, porque eu nunca tive nenhuma prática fazendo aquilo. Eu vi a tinta como algo que poderia ser usado no espaço, não apenas numa superfície plana”.

E foi justamente o trabalho com relações públicas e política que a levou a ter a ideia para essa técnica. “Passei meus anos de formação imersa no mundo de políticos e relações públicas, o que me levou a uma fascinação com as possibilidades de mudar a embalagem de textos de fontes, adicionando modificações superficiais que iriam alterar profundamente a percepção. O que o leitor desembalava era uma interpretação pessoal de uma representação já mediada. No meu trabalho atual, usando a tinta como uma máscara que imita os atributos da superfície dos meus materiais-base, eu inverto o propósito dos códigos comuns de pintura e crio uma auto-referência recíproca, onde a referência envelopa o referente”, explica.

Viram só como a inspiração pode vir de onde menos esperamos e gerar resultados surpreendentes? O que acharam do trabalho da Alexa? Conhecem outros exemplos bacanas de artistas que buscam inspiração de lugares inusitados? Compartilhem conosco nos comentários!

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