Arte com lápis e caneta esferográfica

Há quem diga que os artistas contemporâneos não se comparam aos mestres do passado. Bem, claro que um Leonardo da Vinci, Michelangelo, Picasso ou Monet não aparecem todo dia, mas temos descoberto e compartilhado com vocês obras muito interessantes e inspiradoras de artistas atuais, como a jovem Alexa Meade (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/04/para-a-pintora-alexa-meade-o-corpo-e-a-tela/), que usa o corpo humano como tela, a fotógrafa Amy Hildebrand (http://www.assimumabrastemp.com.br/2012/04/para-lindas-fotografias-basta-inspiracao/), que tem apenas 20% da visão mas cria belas imagens, e a turma da Street Art (http://www.assimumabrastemp.com.br/2011/11/street-art-inspiracao-para-o-dia-a-dia/).

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Juan Casas cria efeito tridimensional em seus desenhos com caneta. Fonte

Hoje, vamos mostrar dois outros exemplos incríveis de artistas contemporâneos cheios de talento. Em comum, eles dispensam a tinta e pincéis e usam objetos prosaicos para criar obras realistas e cheias de detalhe: o espanhol Juan Casas usa apenas lápis, e o belga Ben Heine utiliza canetas esferográficas comuns. Vejam o detalhismo e a expressividade que eles conseguem extrair desses objetos tão comuns!

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As obras exploram a sensualidade do corpo feminino. Fonte

Casas estudou Belas Artes e no começo fazia pinturas tradicionais, sempre buscando o realismo. Começou a desenhar com canetas esferográficas de brincadeira, em cima de fotografias de amigos, e foi aperfeiçoando a técnica até atingir a quase perfeição. Em cada desenho, ele chega a utilizar até 18 canetas e semanas de trabalho até chegar ao resultado final. Os personagens preferidos nas obras são mulheres em poses que transpiram sensualidade.

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Exemplo da série “pencil vs. camera”, de Ben Heine. Fonte
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Heine quer fazer as pessoas sonharem com seus desenhos. Fonte

Já Heine nasceu na Costa do Marfim, onde seu pai trabalhava como engenheiro, e aos sete anos a família voltou para a Bélgica. Ele nunca gostou da escola e era uma criança problemática, mas sempre gostou de desenhar e escrever, e canalizou sua energia para a arte.

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Na série “pencil vs. camera” (lápis vs. câmera) ele mescla sua paixão pela fotografia e pelo desenho, e em todas o fundo realista das fotografias recebe um toque de surrealismo e inventividade dos desenhos à lápis, criando um resultado muito inspirador. Em seu site, o artista diz: “eu apenas faço arte para as pessoas. Eu quero que elas sonhem e esqueçam de seus problemas diários. Eu costumava escrever poemas há muitos anos atrás. Quero transmitir um significado poético e filosófico nas minhas imagens, cada nova criação deve contar uma história e gerar uma emoção intensa, como um poema, como uma melodia”.

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Inspire-se no trabalho destes dois artistas e, da próxima vez que tiver uma caneta ou um lápis na mão, deixe a imaginação fluir!

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