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24/02
Por: Sarah Oliveira
Na: Sexta-feira
Para mim, uma das melhores notícias musicais deste ano foi a confirmação das datas de shows do Dylan aqui no Brasil. E são várias. Isso aê, Mr. Tambourine Man, play a song for us… !!
Bob Dylan passa pelo Rio, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre (nesta ordem, a partir de 5 de abril). E esta é a quinta vez que ele vem ao Brasil, sendo que a última foi em 2008.
Começo meu post de hoje falando de um dos meus músicos preferidos, por conta da turnê brasileira dele e também, pois, mês passado, participei de um programa de webradio que me interessou muito. Chama-se Dylanicas e é comandando pelo escritor, ator e roteirista Ismael Caneppele (meu grande amigo). Nele, Ismael recebe convidados especiais e os provoca a, digamos assim, expulsar o seu próprio “eu” e a se lançar em um devir Bob Dylan, enquanto escutam suas músicas preferidas dele. Nós (os convidados) podemos escolher qualquer música de qualquer fase da carreira do Dylan (folk, rock, jazz, gospel, etc…), e isso é um exercício delicioso, pois, ao mesmo tempo, vamos fazendo analogias de fases de nossa vida. Questões profundas que nunca imaginávamos abordar vêm ao encontro de questões que perturbaram, instigaram e/ou ainda fazem parte da trajetória musical, artística e pessoal do Dylan. É incrível.
Mesmo que você não tenha lido o Chronicles (livro que ele escreveu em dois volumes onde disserta sobre sua carreira e vida) ou qualquer texto, bio do Dylan, o programa te faz mergulhar no universo do cantor, enquanto você mergulha no seu próprio, através de perguntas bem conduzidas pelo Ismael.
O programa vai ao ar todo domingo, às 14h, e reprisa na segunda, às 21h, na Rádio Elétrica, e eles disponibilizaram um teaser de minha entrevista aqui.
Ah, e não poderia citar essa webradio sem comentar também do programa Insônia Elétrica (exibido toda noite de fevereiro, à meia-noite). É um dos programas mais subversivos que já ouvi. A montagem dele é muito peculiar e costurada de maneira genial com músicas escolhidas a dedo e sonoras, entrevistas e teasers aleatórios que muitas vezes não fazem sentido, mas que te fazem raciocinar por associação e, por isso, é divertido demais. Às vezes, rola um estranhamento ao ouvir um som de Nina Hagenn – pois é, Nina quase nunca toca nas rádios – entrecortados por falas que viraram hit no youtube.
PS: Para conhecer mais sobre o autor Ismael Caneppele, aqui um texto dele!
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