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15/12

Por: Helio de La Pena

Na: Quinta-feira

Caiu na rede social é peixe!


A Brastemp me convidou para inverter o papel com o meu colega de blog: o Pedro Tourinho, que assina a seção aqui, às segundas-feiras. Hoje irei falar sobre tecnologia, espero que gostem!


A Casseta começou em 1978 na forma de um jornalzinho, na Escola de Engenharia da UFRJ, onde eu, Beto Silva e Marcelo Madureira estudávamos. Era uma publicação bem tosca, com a capa impressa no mimeógrafo a álcool da minha mãe, professora primária. Produzíamos a edição e vendíamos de mão em mão para os estudantes no intervalo das aulas.


Hoje em dia, para dar os primeiros passos no humor, basta criar um blog! Um carinha dentro do seu quarto pode escrever, ilustrar com fotos próprias ou descoladas de um site, publicar e, através de redes sociais, divulgar o seu trabalho. Naquela época, pra mostrar uma piada a um profissional, tínhamos que conseguir seu endereço e enviar pelo correio ou entregar pessoalmente. Agora basta postar no Twitter, no Facebook ou no Google Plus. E se o material tiver qualidade, poderá chegar ao leitor da mesma forma que as publicações consagradas.


As redes sociais hoje fazem parte da vida de todo mundo, seja pra trabalhar, para se divertir ou para acabar com a solidão. Você pode se satisfazer mantendo contato com as pessoas sem sair de casa. Por outro lado, pode descobrir qual é a boa do fim de semana, vestir sua melhor roupa e encontrar ao vivo aquela gatinha que você já achava o máximo no Orkut.


Pode organizar uma festa, zoar a torcida adversária… Pode se aproximar de alguém que você admira. Ou detesta. O elogio ou a crítica alcança o artista quando ele está só de cuecas e ainda não escovou os dentes. E o que é pior, não pode usar o mau hálito pra responder. Mas isso é questão de tempo.


Para o bem ou para o mal, as redes sociais são um caminho sem volta. Portanto, o melhor a fazer é aprender a tirar proveito delas. E tomar cuidado para não se tornar um escravo da tecnologia. Quando, ao entrar numa rede de relacionamentos, se deparar com a pergunta “O que você está fazendo?”, lembre-se de que é importante viver. Nem que seja para ter  o que publicar no seu perfil!


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