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01/06
Por: Raphael Despirite
Na: Quarta-feira
Vendedor do mercado municipal de São Paulo, “Servir bem para servir sempre”. Foto de Dani Derani.
Pode ser em casa para a família, pode ser em uma cozinha profissional, cozinhar é um ato de generosidade. Acredito naquela história de que comida da mamãe é melhor porque é feita com amor. O cozinheiro transfere sua energia em cada prato que faz, técnica e conhecimentos são fundamentais, mas o amor e cuidado na execução são ainda mais importantes.
Até por isso, um dos maiores questionamentos que tenho toda vez que estou criando um prato é: estou cozinhando isso para quem?
Pode parecer uma pergunta um pouco sem sentido, mas é uma questão importante. Muitas vezes os chefs, movidos pela pressão da crítica, pela empolgação de criar e pelo ego, esquecem do fundamental: o cara que está do outro lado – você, o cliente.
Não pensem que estou isento nessa história, tenho meu ego do tamanho do mundo, gosto do oba oba que uma receita ou técnica inusitada pode gerar, mas tento manter o foco. Quanto mais amadureço minhas ideias, mais observo que o que o cliente quer é comida gostosa.
O cliente não tem razão, ele é a razão da existência de qualquer restaurante, não interessa se a comida é de vanguarda ou da vovó, por mais que os prêmios e a mídia sejam importantes, inspiração mesmo é fazer quem come a sua comida feliz.
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Raphael, concordo! É muito gratificante pra mim, como também é prazeroso, ver a satisfação das pessoas ao comerem o que cozinho. Um abraço.