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11/01
Por: Arthur Casas
Na: Terça-feira
Sempre curti muito projetos culturais que valorizem os espaços públicos. São democráticos, agregam valor à paisagem urbana e inspiram quem transita nas ruas todos os dias.
Um grupo super bacana que trabalha nestes espaços é o dos italianos Esterni, escritório milanês que trabalha há 15 anos com questões relacionadas ao aproveitamento de áreas públicas a partir de projetos culturais.
Em 2010 eles trabalharam em parceria com Exyzt, coletivo francês formado por arquitetos, artistas e designers, na montagem do Milano Film Festival, o mais importante festival de cinema de Milão.
O projeto se constituiu da construção dos pavilhões que abrigariam os cinemas, palcos, restaurantes e lounge. Além da arquitetura, o Exyzt também produziu o projeto de identidade gráfica para esta grande 15ª edição do evento. Buscaram captar a boa energia nas relações humanas, estimulando as trocas, procurando registrar os diferentes olhares e os sentimentos das pessoas envolvidas.
Acredito em toda iniciativa que incite a participação popular. A utilização dos espaços de formas menos convencionais mudam a relação dos habitantes com a cidade e muitas vezes chegam a contribuir na formação de uma sociedade melhor. Não há nada melhor do que chegar a um lugar, esperando um tipo de arquitetura e organização do espaço, e ser surpreendido por algo verdadeiramente novo, que foi pensado para ser não óbvio, mais amigável e funcional.
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“captar a boa energia nas relações humanas, estimulando as trocas, procurando registrar os diferentes olhares e os sentimentos das pessoas envolvidas.” O que me faz lembras dos Gêmeos (http://osgemeos.com.br/). Pode não ser algo muito encaixotado em ‘projeto cultural’, mas é intervenção no espaço público e me faz pensar sobre a mudança de valores e significados que acontece com essas interferências quando elas são consagradas nas galerias ou pelos chamados ‘formadores de opinião’ (que, convenhamos é um termo esquisitíssimo!)…
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